O Jogo

André Gomes saltou para a Arábia Saudita

Internacio­nal português estava de férias nas Filipinas, e, com mais um ano de contrato na Alemanha, surgiu-lhe um convite irrecusáve­l

- RUI GUIMARÃES

“Queres ir visitar o Ronaldo?”, foi esta a pergunta feita ao lateralesq­uerdo pelo empresário alemão. Depois de conversar com Juliana, acertou os detalhes e mudaram-se para o Médio Oriente.

A carreira de André Gomes mudou para paragens pouco habituais no andebol, tendo saltado da Alemanha, que tem o melhor campeonato do mundo e onde a modalidade nasceu, para a Arábia Saudita. Vamos saber como. “Eu tinha mais um ano de contrato na Alemanha e tudo apontava para que ficássemos esse ano lá. Estávamos de férias nas Filipinas quando surgiram três propostas muito boas. Eram 7h da manhã, hora local, quando vi uma mensagem do meu manager alemão, o Ates, que dizia: ‘Queres ir visitar o Ronaldo?’. E, de repente, tudo mudou. Eu e a Juliana discutimos essa possibilid­ade e, ainda nas Filipinas, reuni online com o Ates e com os responsáve­is pelas propostas e este foi o resultado: Arábia Saudita”, explica. “Nunca tinha pensado em mudar-me profission­almente para cá, mas as oportunida­des surgiram e fizemos o que achamos melhor para nós, nesta fase da nossa vida”, detalha o internacio­nal A português. “Estamos felizes cá”, adianta.

Na Arábia Saudita, onde joga CR7, o que mais atrai os atletas profission­ais são as questões económicas. É um mercado emergente e, especialme­nte no futebol, são muitos os nomes grandes que para ali se mudaram de armas e bagagens. O jornal alemão “Sport Bild” relatou que no caso do internacio­nal português foi também uma proposta milionária que esteve em causa, avançando mesmo com números :600 mil euros anuais, que poderão chegar aos 900 mil mediante o alcançar de determinad­os objetivos. “Esse é um assunto que me passa ao lado. Estou focado em ajudar o clube onde estou, neste caso o Al Safa Club, a obter os melhores resultados enquanto equipa e, no individual, a ser a minha melhor versão. A carreira de um atleta de andebol é limitada e, portanto, de tudo farei para obter estabilida­de, equilíbrio e qualidade de vida para o futuro próximo”, responde André. “É uma cultura diferente da nossa, mas um país tranquilo. As pessoas locais respeitam-nos muito, a mim e à Juliana, desde o início que se preocupam em como nos sentimos cá e/ou se precisamos de algo. Trazemnos produtos locais, incentivam e encorajam a que experiment­emos algumas tradições, como, por exemplo, comer no chão, e mostram-se disponívei­s sempre que questionam­os algo ou pedimos ajuda. Vivemosnum‘ compound ’( complexo habitacion­al) juntamente com outros estrangeir­os, e com todas as condições necessária­s”, revela o andebolist­a, acrescenta­ndo que para a namorada esta tambémtem sido umaó tim a oportunida­de .“Estamos cá há quase quatro meses e não temos nada a apontar. E para a Juliana foi uma oportunida­de de expandir o seu projeto noutro continente, de chegar a mais pessoas e de poder exercer o seu propósito”, explica.

“A carreira de um atleta de andebol é limitada e, portanto, de tudo farei para obter estabilida­de, equilíbrio e qualidade de vida para o futuro próximo” André Gomes Jogador do Al Safa Club

 ?? ??

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Portugal