O Jogo

O vazio que Otávio deixou no Dragão

-

Numa longa e obrigatóri­a entrevista exclusiva a O JOGO, Otávio promete um dia voltar ao FC Porto. Para os adeptos portistas, ontem era tarde. Provavelme­nte, para Sérgio Conceição também. Se nenhuma equipa lida bem com a perda do melhor elemento, a amputação custa mais a digerir com a carruagem em andamento. O Benfica, por exemplo, abanou há um ano quando perdeu Enzo Fernández, em janeiro, para o Chelsea, e só não caiu graças à vantagem acumulada no arranque da temporada. O Sporting já tinha passado pelo mesmo, com a transferên­cia de Matheus Nunes nas vésperas de um clássico perdido no Dragão em agosto de 2022 a marcar de forma decisiva uma temporada sofrível. Cerca de quatro meses depois da saída de Otávio para o Al Nassr, o FC Porto ainda não encontrou uma solução para a perda do patrão do meio-campo, ressentind­o-se da sua ausência tanto na eficácia ofensiva como no processo defensivo. Otávio era o ponto de equilíbrio entre as duas metades do campo e Conceição ainda não encontrou uma alternativ­a para desempenha­r esse papel. É verdade que tem sido prejudicad­o pela instabilid­ade provocadas pelas lesões e castigos que obrigam a equipa a rodar demasiadas vezes, perdendo o equilíbrio. A questão é que Otávio há só um e está no Al Nassr. No plantel do FC Porto não há outro jogador com aquelas caracterís­ticas ou personalid­ade e enquanto o “Baixinho” não cumprir a promessa de voltar um dia, mais do que encontrar um clone, Conceição precisa de encontrar um modelo que funcione sem ele. Não seria a primeira vez. Há dois anos, quando perdeu Luis Díaz, reinventou a equipa com Vitinha e Fábio Vieira. Nunca se sabe quando a melhor solução está ali, só à espera do problema certo para ser encontrada.

Cerca de quatro meses após a saída do “Baixinho” para o Al Nassr, o FC Porto ainda não encontrou uma solução para reequilibr­ar a equipa como ele fazia.

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Portugal