O Jogo

Neto: “Todos me respeitam”

Central destaca que aprecia o papel de motivador e de conselheir­o junto dos mais jovens Com o fim de contrato à vista, em junho, revela a satisfação por continuar de verde e branco e o orgulho pelos 100 jogos somados recentemen­te. Marcou ao Dumiense e ag

- FREDERICO BÁRTOLO

Neto fez o jogo 100 pelo Sporting em Tondela e expressou o “orgulho” pelo feito. “Tinha pensado que o podia ter atingido o ano passado, mas a lesão no joelho e depois o pneumotóra­x tirou-me muito tempo. Foi uma prova de resiliênci­a. Poderia ter imaginado algo parecido, mas foi muito melhor do que idealizava. Foi a cereja no topo do bolo fazer 100 jogos pelo Sporting. Era um sonho meu jogar num grande e ao mais alto nível em Portugal”, destacou em entrevista à Sporting TV, falando da satisfação com o papel que tem no balneário: “Hoje, diria a mim mesmo, quando cheguei em 2019, que não podemos ser apenas o que fazemos no campo. Somos o que influencia­mos, a experiênci­a que damos aos outros. Temos de dar a nossa melhor parte para um bom ambiente. Num clube grande, quando não ganhas, há semanas pesadas, ambientes difíceis. É sempre possível, mesmo não jogando, dar alguma instrução e poder ajudar.”

O contrato termina em junho, mas o central está feliz:

“Gosto muito de estar aqui. Gosto de saber como está a formação, como estão os departamen­tos. É mais mediático falar de quem joga mais, mas tenho o meu espaço e todos me respeitam”, valoriza, relatando, com algum humor, o primeiro golo pelos leões, celebrado ante o Dumiense, na Taça de Portugal. “Foi especial. O meu filho dizia-me que o Inácio e o Coates marcam golos mesmo sendo defesas. Viume a marcar e ficou com aquela surpresa. Nunca tinha festejado um golo meu. Agora está sempre à espera. ‘Tens de ter calma, vai demorar’, disselhe agora antes do último jogo”, contou.

Vincando a “relação recíproca com os adeptos”, o central recuou até ao ano do título de campeão. “Esse ano todo, a viver a pandemia, o dia a dia, o controlo à covid-19, os dez dias fora devido à doença. Criámos uma grande família e sem adeptos nas bancadas encontráva­mos estímulos e começámos a acreditar no título. Todos tinham um objetivo comum. O jogo mais marcante terá sido em Braga, que ganhámos e aí sentimos que não nos fugia o título. No dia com o Boavista, queríamos resolver ali. Lembro-me do discurso do presidente, do míster, do Coates. Ver aquela romaria nas estradas a acompanhar-nos até Alvalade. Foram marcos especiais.”

“Gosto muito de estar aqui. Gosto de saber como está a formação”

Neto Central do Sporting

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Neto estreou-se a marcar no jogo com o Dumiense

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