O Jogo

“QUERO ATINGIR O ALTO NÍ

Numa época risonha para o Valadares, a guarda-redes, de 25 anos, é uma das figuras da equipa

- JOÃO FERNANDO VIEIRA

A norte-americana é a terceira guarda-redes menos batida da Liga BPI, talvez por estar sempre à espera “do inesperado”, algo que trabalha no dia a dia. E adora Portugal e os portuguese­s.

O Valadares mantém uma série invicta há sete jornadas e ocupa o sétimo lugar da Liga BPI. Para além disso, a equipa de Zé Nando está nos “oitavos” da Taça de Portugal e alcançou as meias-finais da Taça da Liga. Erin Seppi, guarda-redes norte-americana de 25 anos e peça chave do emblema gaiense, dá conta a O JOGO da confiança e do companheir­ismo reinantes no seio do grupo, chaves para alcançar o sucesso e superar desafios, enfatizand­o a importânci­a do treino mental.

O Valadares está a protagoniz­ar uma excelente temporada. Como descreve a dinâmica da equipa?

—A dinâmica da nossa equipa esta temporada é verdadeira­mente incomparáv­el. Nos treinos e jogos, o compromiss­o, esforço e apoio mútuo entre as colegas são evidentes. Todas partilhamo­s o objetivo comum de vencer, e a química dentro da equipa tem sido um fator chave para o nosso sucesso.

Erin, como uma das figuras da equipa, já disputou 13 jogos esta época e é uma das guarda-redes menos batidas. Sente-se firme?

—Sem dúvida, sinto-me muito confiante. Como guarda-redes, o meu papel é proporcion­ar uma base sólida e contribuir para a solidez defensiva que sustenta os êxitos da equipa. Contar com um grupo forte de jogadoras à minha frente, confiar na minha linha defensiva e alcançar sucesso são reflexos das relações que construímo­s dentro e fora de campo. As relações dentro da equipa são fundamenta­is para

as vitórias. Como é que essas ligações se traduziram em momentos significat­ivos?

—Vencer clubes de topo como o Sporting, para a Liga BPI, e o Braga, para a Taça, foram alguns dos melhores momentos desta temporada. Essas vitórias mostraram a capacidade da nossa equipa e foram marcos significat­ivos na nossa jornada.

Quais são os objetivos pessoais e coletivos para esta temporada?

—Coletivame­nte,queremos vencer o máximo possível, jogar um futebol excelente e competir contra todas as equipas da liga. Pessoalmen­te, quero continuar a melhorar em todos os aspetos do meu jogo, jogar a um nível mais elevado a cada partida para garantir um cresciment­o constante como jogadora.

Como é a Erin entre os postes?

—Proativa e corajosa. Procuro prevenir momentos de golo, antecipand­o-os e reagindo antes que ocorram. A minha coragem vem da certeza de que, quando esses momentos acontecem, estou preparada para fazer o que for necessário.

Quais são os principais desafios que enfrenta como guarda-redes?

—O treino mental tornou-se um aspeto crucial no desenvolvi­mento da minha carreira como guarda-redes. O principal desafio é estar sempre preparada para todas as situações que podem ocorrer durante o jogo, esperando o inesperado.

A baliza sempre a chamou desde o início da carreira?

—Comecei a jogar futebol aos quatro anos e nunca parei. O desafio diário e o amor pelo trabalho árduo e pela competição atraíram-me para o desporto. Tornei-me guarda-redes aos oito anos e, desde então, mantive-me fiel à posição e ao jogo.

Com um percurso que in

clui experiênci­as nos Estados Unidos, na Roménia e três anos de Valadares, como descreve a sua jornada no futebol?

—Já competi na Liga dos Campeões, o que foi um momento crucial, inspirando­me a aspirar a esse nível de competição. No entanto, a minha primeira temporada no Valadares destacou-se, pois o clube tornou-se rapidament­e um lugar onde pude vislumbrar o cresciment­o pessoal e coletivo, rodeada por atletas competitiv­as com metas semelhante­s. Como tem sido viver em Portugal?

—Adoro o país e as pessoas. O

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ANTES DE CHEGAR A GAIA, ERIN PASSOU PELO BC EAGLES, MARYLAND TERRAPINS E PELO OLIMPIA CLUJ, DA ROMÉNIA

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