O Jogo

“Mal cheguei senti logo muito este clube”

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Poste está há 11 temporadas no FC Porto, mas diz a O JOGO que logo ao chegar começou a sentir o clube. Refere algumas caracterís­ticas dos azuis e brancos e exalta a família que existe no Dragão Arena.

Segundo Miguel Queiroz, houve alguma sorte na sua entrada no FC Porto.

Chegou novo ao FC Porto e já leva 11 épocas de clube...

—Era uma questão de verificar, mas não sei se há assim tantos atletas que façam mais de dez anos num clube. Deve serdifícil­encontrar.Continuo a dizer que tive um bocadinho de sorte.

Pode explicar?

—Dois anos antes de vir, o FC Porto acabou com a equipa sénior e fez um projeto de formação, Dragon Force. Eu estava no Illiabum e eles subiram à Proliga. O Moncho, que na altura era o treinador, ligou-me no final da época a dizer que queria contar comigo, queria que eu fosse a referência da equipa. Queria mesmo contar comigo.

Tão novo e já queriam que fosse a referência?

—Era uma equipa jovem, que não tinha estrangeir­os, a não ser um espanhol, que era o

Ferran Ventura, mas também miúdo, com 17 ou 18 anos. Um base-extremo lançador, que está agora em Guimarães. Iam dar continuida­de a um projeto e queriam que eu tivesse uma certa importânci­a. Na altura também já tinha vários convites de equipas da Liga, mas algo me chamou. Alguma coisa me disse que era aquele caminho que tinha que seguir.

Que era essa “alguma coisa”?

—O treinador do FC Porto liga-me para o telemóvel, e eu, com 21 anos, fico a tremer das pernas... Senti que tinha de dizer que sim.

Ao fim de 11 anos, pode dizer-se que já sente o FC Porto?

—Não é preciso falar das 11 épocas, senti desde muito cedo. Mal cheguei, senti logo muito este clube. Por isso é que ainda cá continuo e não me importo nada de continuar.

Como se “sente” o FC Porto?

—É o nunca desistir. É o termos de trabalhar 50 vezes mais se queremos alcançar alguma coisa, o nunca nos darmos por vencidos. É o correr e saltar mais que os outros. E é também a família que temos aqui dentro.

“O FC Porto é o nunca desistir, é o termos de trabalhar 50 vezes mais se queremos alcançar alguma coisa, o nunca nos darmos por vencidos”

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