O Jogo

“OS OBJETIVOS SÃO CLAROS, GANHAR!”

Paulo Freitas assinou por dois anos como selecionad­or nacional, vai manter-se no Barcelos e disse sentir-se “honrado”

- CARLOS FLÓRIDO

Portuense de 55 anos já ganhou praticamen­te todos os títulos por clubes e encara com ambição as próximas quatro metas: Taça das Nações e Mundial de 2024, Europeus de sub23 e seniores de 2025.

“Os objetivos são muito claros e não temos de estar com meias palavras: o objetivo é ganhar e é dessa forma que vamos começar a trabalhar”, disse Paulo Freitas na sede do Comité Olímpico de Portugal, em Lisboa, onde foi apresentad­o como selecionad­or nacional de hóquei em patins para os próximos dois anos. Luís Sénica, presidente da Federação de Patinagem de Portugal (FPP), disse tratar-se de “uma escolha segura”.

O portuense de 55 anos, confirmado ontem como o sucessor de Renato Garrido, foi uma escolha ponderada, pois o anterior selecionad­or havia deixado o cargo a 31 de julho. A herança tem algum peso, pois Portugal foi campeão do Mundo em 2019, com Garrido, para nos anos seguintes ser terceiro no Europeu e segundo no Mundial. “É uma oportunida­de que vou agarrar, para atingir os objetivos. Tenho orgulho pelo trajeto que tenho feito e quero trazer para a federação a minha experiênci­a, para ajudar a conquistar títulos. Estou aqui nessa perspetiva”, afirmou o “honrado” Freitas durante a apresentaç­ão.

O técnico abordou sem problemas a continuaçã­o no Barcelos, ao qual regressou na época passada. “Tenho contrato até ao final desta época com o Óquei de Barcelos. Já se falou da possibilid­ade de vir a renovar, mas agora isso não é importante. Há um final de temporada para trabalhar em Barcelos, com objetivos a atingir”, explicou, brincando ao dizer que “se os dias pudessem ter mais do que 24 horas, não seria mau”. “Sou uma pessoa organizada, mas terei de me organizar ainda melhor para trabalhar nos dois projetos. Sendo bem gerido, o tempo permite fazer isso”, explicou.

O primeiro compromiss­o de Freitas será a Taça das Nações – mais conhecida como Torneio de Montreux –, entre 27 e 31 de março, seguindo-se o Mundial, em Novara, Itália, ainda sem datas, mas em setembro. A conciliaçã­o com um clube, que já acontecera com Garrido, não será problemáti­ca.

“Se os dias tivessem mais de 24 horas não seria mau. Sou organizado e vou conciliar com o Barcelos” Paulo Freitas Selecionad­or Nacional

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