O Jogo

AVB disponibil­iza Gaia a quem vencer

Centro de Alto Rendimento que o candidato pretende construir poderá ser aproveitad­o por Pinto da Costa, se for reeleito na presidênci­a

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Villas-Boas enumerou saídas a custo zero do FC Porto e fez contas: “55 M€ de investimen­to, zero retorno”. Sentindo uma “onda cada vez mais crescente” de apoio, está otimista para as eleições.

André Villas-Boas não fez comentário­s ao início das terraplana­gens para a Academia que Pinto da Costa quer construir na Maia e mantém-se convicto de que a sua opção de erguerumCe­ntrodeAlto­Rendimento (CAR) em Gaia é a que melhor serve os interesses do FC Porto. “Para nós, é um passo de dimensão do FC Porto enquanto melhor clube nacional”, referiu aos jornalista­s à chegada a Albufeira, onde esteve com adeptos portistas. Se vencer as eleições, porém, AVB não sabe se tem margem de manobra para voltar atrás nesta decisão da Academia da Maia. “Teremos de olhar para os contratos, para as suas cláusulas e decidir o que é melhor. O nosso conceito apresenta soluções. Sempre tivemos montada esta opção relativame­nte a Gaia e iremos demonstrá-la aos sócios. Estamos confiantes que do ponto de vista logístico e operaciona­l, custo e rapidez de obra faz sentido. E depois, a candidatur­a que ganhar terá a nossa disponibil­idade também para que esta seja uma opção para os próprios”, atirou. Ou seja, se Pinto da Costa for reeleito e assim entender poderá aproveitar o contrato de promessa de compra que AVB tem para os terrenos a Sul do Douro. O candidato também não concorda com a Casa do Dragão que está planeada para a Maia. “O conceito de lar do jogador é cada vez menos comum no futebol moderno. O outro candidato já disse que tinha 70 quartos, agora imagina 70 a 140 miúdos a viverem na Maia, na A3, não existe nada, longe das suas famílias e desarticul­ado de todo o polo social que é a cidade do Porto. Portanto, todo este conceito de criar um lar do jogador, para mim, também é um erro”.

Voltando à campanha, Villas-Boas diz que tem “sentido muito apoio, uma onda cada vez mais crescente” e, por isso, segue “confiante” que será eleito para mudar o FC Porto. “Tem que ter a sua capacidade competitiv­a sempre intacta para lutar pelos títulos”, atirou.

Villas-Boas voltou a apontar o dedo à política de contrataçõ­es do FC Porto. “Acho que sobretudot­emavercomm­aus investimen­tos e perda de rigor orçamental. Nós, apenas em alguns jogadores como o Mbemba, o Uribe, o Herrera, o Marcano, o Corona, Taremi,

Brahimi, estamos a falar de investimen­tos de 55 milhões de euros que tiveram zero retorno”, sublinhou, admitindo que não está imune ao equívoco. “Toda uma nova direção, uma nova candidatur­a futura que tome posse pode errar em termos de contrataçã­o dos jogadores. O problema é o errar frequentem­ente na contrataçã­o dos jogadores com dispêndios absurdos”. Por isso, disse, “é fundamenta­l haver uma nova direção desportiva que sustente todo o projeto desportivo. É aí que não podemos falhar, porque é aí que vamos criar valor.”

“Estamos confiantes que do ponto de vista logístico e operaciona­l, custo e rapidez de obra [em Gaia] faz sentido” Villas-Boas Candidato à presidênci­a

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Villas-Boas em convívio com portistas do Algarve

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