O Jogo

A mão que salvou o Feirense

Rodrigo recorda um penálti cometido e Ezequiel Bastos um jogo a contento das partes em 84/85

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Antigoméd iode FC Porto,Be ira-Mar e Braga na1.ª Divisão ,70 anos, natural da Feira, Rodrigo acabou a carreira em Lourosa, onde ficou a viver, provando despiques como Feirenseno­iní cio d os oitentas.

“Era uma rivalidade forte, um ambiente pesado, mas nunca extravasou no campo entre jogadores. Eram jogos especiais, entre vizinhos. Podia haver um ou outro que se sentisse mais intimidado mas, no geral, todos se conheciam”, recorda Rodrigo. “Ainda novo, lembrou ma batalha campal, só entre adeptos, que se picavam um pouco, e o Lourosa levava sempre muita gente para a Feira ”, recorda, percorrend­o momentosvi­vidos e comum a história, já sem embaraço, que o tem protagonis­ta. “No último ano em que joguei, o Feirense precisava de um golo para não descer, o Lourosa só descia se perdesse por mais de dois. Num lance já perto do final, não que tenha feito com intenção, mas há um cruzamento que me apanha o braço e deu penálti. O Louros a per depor1-0. Euerada Feira, mas nunca tinha jogado no Feirense. Não sentíamos qualquer pressão, mas sentime satisfeito porque ajudei o clube a não descer, mesmo de forma não intenciona­l”, recua, ciente que esse jogo salvou o Feirense e condenou o Lixa.

“Na altura falou-se muito disso, ainda hoje se fala. Ainda bem que fui eu, por ser da Feira. Lá vou respondend­o. Depois lá foi o Zé Augusto a marcar o penálti, mas também acho que o nosso guarda-redes não defendeu porque não quis. Rivais eram os adeptos, carregavam histórias da cortiça, as direções davam-se bem e os jogadores conheciam-se...”

Ezequiel Bastos é uma figura querida de Lourosa, jogou lá quase toda avida, também teve breve passagem pelo Feirense e como treinador conheceria o dérbi local. “Não guardo muitas memórias do tempo em que joguei, nunca fiz do futebol prioridade”, atualiza, dando um salto às lides de técnico. “Lembro-me mais da luta com o Feirense quando aceitei treinar o Lourosa por dois jogos no final de 1984/85. A equipa estava a cair a pique e nos últimos dois jogos tinha o Chaves e Feirense para defrontar. O Chaves subiria pela primeira vez na sua história à 1.ª Divisão. Mas apesar da invasão transmonta­na conseguimo­s vencer por 1-0, com muita garra, e eles adiaram a sua festa. Sobrava o último jogo na Feira, o Lourosa só não podia perder por mais de 2-0, o Feirense tinha de ganhar e acho que se jogou a contento das duas partes. Falando hoje, não foram muito rivais nesse dia, imperou a amizade.”

“Rivais eram os adeptos, carregavam histórias de cortiça...”

Rodrigo Antigo médio do Lourosa

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