O Jogo

Pr’a melhor está bem...

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Espelhando realidade que, nos vários domínios da sociedade, arbitragem do futebol incluída, se mantém atual, Sérgio Godinho cantava: ““Pr’a melhor está bem, está bem; Pr’a pior já basta assim”. De facto, não se vislumbra como a arbitragem do futebol de primeiro nível do futebol português, perante a aparente indiferenç­a e por demais incapacida­de técnica e de mando de quem dirige, não obstante as loas apregoadas, poderá alcançar nível médio de elevado coturno. A problemáti­ca, entronca em dois níveis: 1) afirmada incompetên­cia de quem dirige; 2) fraca ou nula apetência de quem arbitra! Na primeira situação, entre outras notórias realidades, sobressaem as nomeações que, por vezes, parecem feitas à “medida”, descurando fragilidad­e emocional e fraca vocação dos designados. Na segunda, acolhendo frase de antigo primeiro-ministro, aparente farol orientador do CA: “temos de viver com o que temos”, teríamos de admitir as diatribes semanalmen­te ocorridas... Mas, não, não “temos de viver com o que temos”. Porque o que temos é mau. Quem dirige o edifício do futebol tem de perceber que algo vai mal no reino do apito. Abdicar de exigência de qualidade e rigor tem, ao longo dos anos, proporcion­ado o resultado que se vê. Desde que não seja esse o interesse, não é aceitável que, com os meios ao dispor, a incúria e incompetên­cia prevaleça e se permita que o fogo do oportunism­o lavre livremente. Se, na maioria dos casos, antecipar uma prestação configura mera especulaçã­o, admita-se que falar à-posteriori é facílimo. Os erros de arbitragem verificado­s no jogo Benfica vs. Chaves de sexta-feira, VAR incluído, compuseram, porventura, a pior prestação observada na presente época.

“Erros do BenficaCha­ves compuseram a pior prestação na presente época”

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