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OftalPro - - ENTREVISTA DE CAPA -

a es­co­la. Era um es­pa­ço gi­gan­tes­co mas sem quais­quer con­di­ções, com bu­ra­cos nos te­lha­dos das sa­las de au­las, sem água e sem luz. Em con­ver­sa, sur­giu a opor­tu­ni­da­de de in­ter­vir­mos na es­co­la. E as­sim foi! Co­me­çá­mos a man­dar tran­ches de di­nhei­ro pa­ra a Gâm­bia, as obras eram fei­tas, fo­to­gra­fi­as com­pro­va­ti­vas en­vi­a­das, no­vos en­vi­os de di­nhei­ro eram efe­tu­a­dos, e por aí fo­ra... até ho­je. É um pro­je­to gran­de e gra­ti­fi­can­te!

E o se­gun­do pro­je­to?

ma­ção nas áre­as da con­sul­ta, exa­mes au­xi­li­a­res de di­ag­nós­ti­co e ci­rur­gia. Ti­ve­ram tam­bém opor­tu­ni­da­de de re­a­li­zar al­gu­mas ci­rur­gi­as. Con­si­de­ro a for­ma­ção dos vá­ri­os pro­fis­si­o­nais de saú­de mais im­por­tan­te do que lá ir e fa­zer ape­nas ci­rur­gia. Es­tas po­pu­la­ções não po­dem fi­car de­pen­den­tes da aju­da hu­ma­ni­tá­ria ex­te­ri­or. Es­te pro­je­to co­me­çou de uma for­ma in­di­vi­du­al e já ca­ti­vou vá­ri­os co­le­gas of­tal­mo­lo­gis­tas. É gra­ti­fi­can­te!

O que é que o mo­ve, na vi­da e na pro­fis­são?

Na of­tal­mo­lo­gia, é a pai­xão de tra­tar do­en­tes pa­ra res­tau­rar a vi­são e me­lho­rar a sua qua­li­da­de de vi­da, pai­xão es­sa que me foi in­cu­ti­da pe­lo meu pai, tam­bém oftalmologista e o meu gran­de mes­tre. Tu­do o que apren­di e o que sou, co­mo mé­di­co e co­mo ho­mem, de­vo-lhe a ele. Ain­da ho­je é um pri­vi­lé­gio tê-lo ao meu la­do pa­ra dis­cus­são de ca­sos clí­ni­cos. Na vi­da, gos­to de sa­ber que con­tri­buo tam­bém pa­ra a edu­ca­ção e bem-es­tar dos meus fi­lhos. Mo­ve-me o fac­to de ter as mi­nhas am­bi­ções vi­vas, as­sim co­mo os meus hob­bi­es: as vi­a­gens e o des­por­to. Gos­to de uma vi­da ocu­pa­da e pre­en­chi­da, o que não me dá tem­po pa­ra amo­le­cer!

Que men­sa­gem quer dei­xar aos seus co­le­gas de pro­fis­são?

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