“Que­re­mos re­for­çar a pre­sen­ça do grupo em Por­tu­gal”

Luís Co­e­lho, Mais Óp­ti­ca

Opticapro - - Primeira Página - OP: OP:

Oriun­da de Bar­ce­lo­na, Es­pa­nha, a Ge­ne­ral Op­ti­ca en­trou em Por­tu­gal em 1998. Por cá, ado­tou o no­me Mais Óp­ti­ca e tem vin­do a con­quis­tar o “nos­so pú­bli­co” ao lon­go dos úl­ti­mos anos. Luís Co­e­lho é o ros­to da em­pre­sa em ter­ri­tó­rio na­ci­o­nal e con­ta-nos, nes­ta entrevista, as li­nhas de atu­a­ção e os de­sa­fi­os fu­tu­ros des­te grupo ibé­ri­co.

Óp­ti­caP­ro: A Ge­ne­ral Op­ti­ca sur­giu há 60 anos em Es­pa­nha. Há 18, ins­ta­lou­se em Por­tu­gal co­mo Mais Óp­ti­ca. Porquê esta dis­tin­ção no no­me?

Luís Co­e­lho: Quan­do cons­ti­tuí­mos a em­pre­sa em Por­tu­gal, em 1998, cha­ma­va­se também Ge­ne­ral Op­ti­ca. No en­tan­to, após um es­tu­do de mer­ca­do que efe­tuá­mos, no sen­ti­do de ave­ri­guar­mos qual se­ria a de­no­mi­na­ção mais ade­qua­da para o nos­so país, cons­ta­tá­mos que a pa­la­vra “ge­ne­ral” não fun­ci­o­na­va aqui. Co­mo sa­be, “ge­ne­ral” tra­du­zi­do do es­pa­nhol sig­ni­fi­ca “ge­ral”, mas a pa­la­vra em Por­tu­gal tem im­plí­ci­to um car­go mi­li­tar. Além dis­so, de­pa­rá­mo­nos com al­gu­mas di­fi­cul­da­des no re­gis­to da mar­ca... por­tan­to, as du­as coi­sas jun­tas le­va­ram a que atri­buís­se­mos a no­men­cla­tu­ra Mais Óp­ti­ca ao grupo em Por­tu­gal.

OP: Mas acha que exis­tem mui­tas di­fe­ren­ças entre os mer­ca­dos es­pa­nhol e por­tu­guês?

LC: Não, as em­pre­sas olham ca­da vez mais para estes dois mer­ca­dos co­mo um mer­ca­do ibé­ri­co. Ape­sar de te­rem as su­as es­pe­ci­fi­ci­da­des, às quais te­mos que nos adap­tar, a ver­da­de é que há mui­tas mais se­me­lhan­ças, as li­nhas mes­tras são as mes­mas.

OP: Vol­tan­do à Mais Óp­ti­ca, que ba­lan­ço faz da ati­vi­da­de do grupo durante os úl­ti­mos anos?

LC: Podemos di­zer que a em­pre­sa atin­giu a ida­de adul­ta de for­ma po­si­ti­va. O ba­lan­ço que fa­ze­mos é ex­tre­ma­men­te sa­tis­fa­tó­rio. Cla­ro que ti­ve­mos mo­men­tos de avan­ços e de re­cu­os, por­que a si­tu­a­ção eco­nó­mi­ca do país as­sim o di­tou, mas es­ta­mos no bom ca­mi­nho. A in­ten­ção é man­ter a mes­ma li­nha de atu­a­ção e re­for­çar a pre­sen­ça do grupo em Por­tu­gal.

OP: Au­men­tan­do o nú­me­ro de lo­jas?

LC: Sim! Nes­te mo­men­to, te­mos 18 lo­jas pró­pri­as, que se lo­ca­li­zam fun­da­men­tal­men­te em cen­tros co­mer­ci­ais, e no­ve lo­jas fran­qui­a­das. A Mais Óp­ti­ca abrange pra­ti­ca­men­te todo o país, mas apre­sen­ta uma mai­or con­cen­tra­ção de espaços no Li­to­ral, co­mo acon­te­ce com a mai­o­ria das em­pre­sas. O pro­je­to frans­chi­sing sur­giu, aliás, para co­brir­mos ou­tras zo­nas.

OP: Co­mo as­sim?

LC: A pri­mei­ra óti­ca fran­qui­a­da sur­giu ape­nas há cinco anos, já a em­pre­sa ti­nha 13. O ob­je­ti­vo prin­ci­pal foi ocu­par áre­as on­de não tí­nha­mos lo­jas pró­pri­as. Esta ideia

sur­giu em Es­pa­nha, on­de a em­pre­sa tem um pe­so enorme. De acor­do com os es­tu­dos de mer­ca­do que va­mos fa­zen­do, a Ge­ne­ral Op­ti­ca é a re­fe­rên­cia nú­me­ro um no mer­ca­do es­pa­nhol. So­mos a mar­ca mais co­nhe­ci­da lá, a que tem mais no­to­ri­e­da­de. E de­ci­di­mos fa­zer a ex­pe­ri­ên­cia também em Por­tu­gal. As coi­sas fo­ram cor­ren­do bem e de­ci­di­mos con­ti­nu­ar a apos­tar nes­ta ver­ten­te. É um pro­je­to po­si­ti­vo, tem cor­ri­do bem.

OP: O que vos dis­tin­gue da con­cor­rên­cia? LC:

Ho­nes­ta­men­te, não gos­to mui­to de fa­zer com­pa­ra­ções. Mas acha­mos que o nos­so pon­to for­te é a po­lí­ti­ca co­mer­ci­al, no sen­ti­do da re­la­ção que man­te­mos com o cli­en­te. Até on­de eu co­nhe­ço, não exis­te ne­nhu­ma ou­tra ca­deia que ofe­re­ça as ga­ran­ti­as co­mer­ci­ais que nós dis­po­ni­bi­li­za­mos. Dou-lhe um exem­plo. Na com­pra de ócu­los com­ple­tos (len­tes e ar­ma­ção) ofe­re­ce­mos um se­gu­ro de dois anos que co­bre qual­quer si­tu­a­ção, sem qual­quer ti­po de fran­quia. Se o cli­en­te partir os ócu­los, se­ja por aci­den­te ou não, nós subs­ti­tuí­mos a ar­ma­ção na ín­te­gra e o nú­me­ro de ve­zes que for ne­ces­sá­rio durante es­se pe­río­do de tem­po. Ou­tro exem­plo: da­mos uma ga­ran­tia es­té­ti­ca de três me­ses. Ou se­ja, ima­gi­ne que vem cá ho­je e com­pra uns ócu­los, che­ga a casa e ar­re­pen­de-se. Vol­ta cá e tro­ca­mos os ócu­los ou de­vol­ve­mos o di­nhei­ro, mes­mo no ca­so de ócu­los gra­du­a­dos. Que­re­mos pres­tar o me­lhor ser­vi­ço aos cli­en­tes, se­jam eles das lo­jas pró­pri­as ou das fran­qui­a­das.

Atu­al­men­te, co­mo é for­ma­da a equi­pa das óti­cas do grupo? LC:

Va­ria de óti­ca para óti­ca, mas em mé­dia te­mos no­ve pes­so­as por lo­ja: op­to­me­tris­tas, co­mer­ci­ais, as­ses­so­res téc­ni­cos e ge­ren­tes de lo­ja (nos espaços mai­o­res, te­mos também um sub­ge­ren­te).

O que podemos es­pe­rar da Mais Óp­ti­ca nos pró­xi­mos 18 anos? LC:

Es­pe­ro que os pró­xi­mos anos se­jam, pelo me­nos, tão po­si­ti­vos co­mo fo­ram estes úl­ti­mos. É evi­den­te que que­re­mos cres­cer, so­mos am­bi­ci­o­sos. Po­rém, que­re­mos per­cor­rer um ca­mi­nho sus­ten­ta­do, com pas­sos cur­tos, mas bem fir­mes. Que­re­mos também ser mais co­nhe­ci­dos no mer­ca­do. Já co­me­çá­mos a fa­zer in­ves­ti­men­tos em pu­bli­ci­da­de e mar­ke­ting - no­me­a­da­men­te na televisão e nos mei­os di­gi­tais - com es­se pro­pó­si­to. Sen­ti­mos al­gum re­tor­no ao ní­vel da fa­tu­ra­ção, mas fun­da­men­tal­men­te em re­la­ção ao re­co­nhe­ci­men­to da mar­ca. O fe­ed­back que te­mos dos cli­en­tes é mui­to bom: a mar­ca já lhes diz al­go... não é mais uma óti­ca, é a Mais Óp­ti­ca.

Luís Co­e­lho

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