Entrevista: Pau­lo Leão, Cen­tral Men­sa­gei­ro

Fa­lá­mos com Pau­lo Leão, di­re­tor ge­ral da em­pre­sa Cen­tral Men­sa­gei­ro, que des­de 1993 apos­ta no ser­vi­ço de trans­por­te ur­gen­te e per­so­na­li­za­do. Com o le­ma “Pe­que­nos vo­lu­mes, Al­to va­lor e Al­ta sen­si­bi­li­da­de”, os es­ta­fe­tas Cen­tral Men­sa­gei­ro con­quis­ta­ram o mer

Opticapro - - Sumário - OP: OP:

Óp­ti­caP­ro: No iní­cio da Cen­tral Men­sa­gei­ro quis lo­go es­pe­ci­a­li­zar-se em trans­por­te óti­co? Pau­lo Leão:

Nós fo­mos ori­en­ta­dos pe­los nos­sos cli­en­tes, mas te­nho de re­cu­ar um pou­co. Não fui eu que fun­dei a Cen­tral Men­sa­gei­ro. Esta em­pre­sa sur­giu por vol­ta de 1991, com dois só­ci­os ge­ren­tes, pres­tan­do o ser­vi­ço pu­ro de es­ta­fe­ta­gem e eu en­trei nes­sa al­tu­ra co­mo es­ta­fe­ta. Mas, em 1993, um de­les saiu e pro­pu­se­ram-me com­prar uma parte da Cen­tral Men­sa­gei­ro, já que eu era um fun­ci­o­ná­rio exem­plar: nun­ca fal­ta­va, nun­ca me atra­sa­va e sem­pre mos­trei brio pro­fis­si­o­nal e am­bi­ção. Mais tar­de, saiu o ou­tro só­cio fun­da­dor e aí sim, a Cen­tral Men­sa­gei­ro pas­sou a ter ape­nas a mi­nha ge­rên­cia, atu­al­men­te com 23 anos.

OP: E com ori­en­ta­ção dos pró­pri­os cli­en­tes… PL:

Sim. Na al­tu­ra (1993), a Io­la (ho­je Zeiss) es­ta­va a con­sul­tar em­pre­sas de es­ta­fe­tas para uma dis­tri­bui­ção ex­clu­si­va e per­so­na­li­za­da, com vá­ri­as entregas por dia, e nós também qu­e­ría­mos apos­tar nas ne­ces­si­da­des ur­gen­tes, com trans­por­te de pro­du­tos frá­geis e de pou­co vo­lu­me. E as­sim fi­ze­mos durante cer­ca de uma

dé­ca­da, em re­gi­me de ex­clu­si­vi­da­de com esta em­pre­sa, até se dar a renegociação por vol­ta do ano 2000, com uma gran­de re­vi­ra­vol­ta.

OP: Que re­vi­ra­vol­ta? PL:

Uma em­pre­sa con­cor­ren­te apre­sen­tou uma pro­pos­ta ir­re­cu­sá­vel à Zeiss e o nos­so con­tra­to dei­xou de ter ex­clu­si­vi­da­de, com tu­do o que es­sa de­ci­são im­pli­ca… Es­tá­va­mos cen­tra­dos no cli­en­te, que também nes­sa al­tu­ra mu­da­va a ge­rên­cia e pas­sá­mos al­gu­mas di­fi­cul­da­des. Se lhe dis­ser que entre 2001 e 2003 ti­nha pre­juí­zos men­sais de mais de três mil euros não es­tou a men­tir. Mas cer­to é que nos re­com­pu­se­mos e, pelo fac­to de ser­mos mui­to bons no que fa­ze­mos, ou­tras em­pre­sas do se­tor apos­ta­ram em nós e ho­je tra­ba­lha­mos com to­das as gran­des mar­cas. A Zeiss também vol­tou (sor­ri­so).

OP: E co­brem todo o país? PL:

Com ex­ce­ção das ilhas e do Alen­te­jo. Para es­tas zo­nas con­ta­mos com uma par­ce­ria com a Ch­ro­no­post e a CTT Ex­pres­so. So­mos nes­te mo­men­to cer­ca de 80 pes­so­as nu­ma es­tru­tu­ra que tem Lisboa co­mo se­de, aqui em Lin­da-a-Ve­lha, con­ce­lho de Oei­ras, mas num sí­tio on­de é fá­cil en­trar e sair da ci­da­de. Esta ques­tão da aces­si­bi­li­da­de e ra­pi­dez de des­lo­ca­ção sem­pre foi de­ci­si­va no mo­men­to de es­co­lher o lo­cal, se­ja da se­de ou das de­le­ga­ções: Albufeira, Lei­ria, Coimbra, Guar­da e Por­to. Es­ta­mos mui­to per­to da au­to­es­tra­da e, den­tro das gran­des ci­da­des co­mo Lisboa e Por­to, te­mos também uma fro­ta de mo­tos, para con­se­guir­mos garantir as vá­ri­as entregas diá­ri­as.

Co­mo é ge­rir uma em­pre­sa co­mo a Cen­tral Men­sa­gei­ro e co­mo acom­pa­nha os fun­ci­o­ná­ri­os? PL:

Eu cos­tu­mo di­zer que te­nho uma gran­de ba­ga­gem de co­nhe­ci­men­to em­pí­ri­co. Ainda na al­tu­ra do con­tra­to ex­clu­si­vo com a Zeiss, por vol­ta de 1998, de­ci­di que pre­ci­sa­va de vi­a­jar e de fa­zer ou­tras coi­sas. Co­mo con­se­guia ge­rir o ne­gó­cio sem es­tar todo o tem­po na em­pre­sa, fui. Es­ti­ve nos Es­ta­dos Uni­dos da Amé­ri­ca, no Bra­sil e em todos os paí­ses da Eu­ro­pa. Ti­ve a sor­te de tra­ba­lhar sem­pre em equi­pas mui­to bo­as, que me fi­ze­ram en­ri­que­cer imen­so. Ti­ve um stand e ofi­ci­na de mo­tos, fui DJ, ti­ve uma dis­co­te­ca, tra­ba­lhei com in­for­má­ti­ca, etc., e em 2006 re­gres­sei para me fo­car ape­nas na Cen­tral Men­sa­gei­ro. Todos os anos, até ser pai (ri­sos), fa­zia um cur­so in­ten­si­vo de três ou quatro me­ses de uma te­má­ti­ca que me in­te­res­sas­se: mar­ke­ting, in­for­má­ti­ca, con­ta­bi­li­da­de, web de­sign, trei­na­dor de cães… E em to­das as for­ma­ções se apren­de mais do que se pen­sa. Por exem­plo, en­quan­to trei­na­dor ca­ni­no é fun­da­men­tal a as­ser­ti­vi­da­de e a au­to­con­fi­an­ça, as­pe­tos que de­ve­mos ter sem­pre em con­si­de­ra­ção em qual­quer ges­tão de em­pre­sa. Eu en­trei aqui co­mo es­ta­fe­ta e nem aca­bei o 12º ano. Vim “de bai­xo”, mas apro­vei­tei a opor­tu­ni­da­de e ho­je sei que sou re­co­nhe­ci­do por sa­ber tra­ba­lhar e sa­ber o que é an­dar na rua. A ser­vi­ço de es­ta­fe­ta está no meu ADN. E qu­em en­tra para a em­pre­sa tem a for­ma­ção ade­qua­da. Ca­da es­ta­fe­ta fi­ca em for­ma­ção o tem­po ne­ces­sá­rio até es­tar à von­ta­de com todos os pro­ce­di­men­tos.

Que mo­men­tos des­ta­ca dos 23 anos à fren­te da Cen­tral Men­sa­gei­ro? PL:

Em pri­mei­ro lu­gar, te­nho de des­ta­car a renegociação com a Zeiss, que já con­tei há pou­co. Re­al­men­te foi uma si­tu­a­ção me­nos po­si­ti­va, pe­las ra­zões que já re­fe­ri, no­me­a­da­men­te o fac­to de dei­xar­mos de

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