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City­dri­ve: uma ope­ra­do­ra de carsha­ring que tem 10 eu­ros pa­ra lhe ofe­re­cer e cu­jo ob­jec­ti­vo é mu­dar a ma­nei­ra co­mo nos des­lo­ca­mos em Lis­boa.

ACity­dri­ve é uma start-up na­ci­o­nal res­pon­sá­vel por carsha­ring, um ser­vi­ço que se ba­seia na dis­po­ni­bi­li­za­ção de au­to­mó­veis ao tra­jec­to e ao mi­nu­to, tu­do atra­vés de uma apli­ca­ção. A City­dri­ve fun­ci­o­na de pon­to a pon­to, o que sig­ni­fi­ca que o cli­en­te po­de co­me­çar a vi­a­gem on­de pre­ten­de e ter­mi­nar on­de lhe der mais jei­to. Os car­ros es­tão es­pa­lha­dos pe­la ci­da­de e é na apli­ca­ção que o cli­en­te pro­cu­ra o que pre­fe­re ou o que es­tá mais per­to. Uma vez jun­to ao car­ro, es­te é aber­to atra­vés da app. De­pois é só en­trar e se­guir vi­a­gem. No fi­nal, po­de es­ta­ci­o­nar em qual­quer lu­gar vá­li­do da via pú­bli­ca, in­cluin­do es­ta­ci­o­na­men­to da EMEL. O ser­vi­ço tem o cus­to de 29 cên­ti­mos por mi­nu­to e in­clui o com­bus­tí­vel, se­gu­ro e es­ta­ci­o­na­men­to em zo­nas de parquí­me­tros, em­bo­ra não se­ja pos­sí­vel es­ta­ci­o­nar em par­ques (co­ber­tos ou não). «Ide­al­men­te, qual­quer pes­soa po­de ter sem­pre um car­ro dis­po­ní­vel per­to de si, sem ter to­dos os cus­tos ha­bi­tu­ais de ter um car­ro pró­prio», di­zem os fun­da­do­res da em­pre­sa. A ideia por trás des­ta em­pre­sa sur­giu por­que os fun­da­do­res sen­ti­am fal­ta de so­lu­ções de mo­bi­li­da­de in­te­li­gen­te em Lis­boa. Que­ri­am uma so­lu­ção prá­ti­ca, efi­ci­en­te, sem­pre dis­po­ní­vel e que re­du­zis­se o enor­me nú­me­ro de car­ros em Lis­boa. Foi en­tão que nas­ceu a ideia de cri­ar a City­dri­ve. Pa­ra a equi­pa, as van­ta­gens são ób­vi­as e vá­ri­as, re­for­ça­das por es­tu­dos em vá­ri­as ci­da­des do Mun­do que afir­mam que ca­da car­ro em carsha­ring re­ti­ra dez car­ros das me­tró­po­les. Um dos ob­jec­ti­vos da City­dri­ve é aca­bar com os mi­lha­res de au­to­mó­veis que pas­sam gran­de par­te do dia pa­ra­dos: «A re­du­ção de car­ros em Lis­boa po­de­rá le­var à subs­ti­tui­ção de zo­nas afec­tas a es­ta­ci­o­na­men­to por zo­nas re­cre­a­ti­vas que per­mi­tam aos ci­da­dãos apro­vei­tar me­lhor a ci­da­de». O mo­de­lo de ne­gó­cio de­sen­vol­vi­do ven­de o tem­po de uti­li­za­ção do car­ro, com tu­do in­cluí­do e a qual­quer ho­ra. Uma vez que o cli­en­te só pa­ga o que usa, ao mi­nu­to, a em­pre­sa ga­nha di­nhei­ro quan­do os cli­en­tes vi­a­jam. Es­te é um projecto que le­vou cer­ca de dez me­ses a pre­pa­rar, des­de a an­ga­ri­a­ção de par­cei­ros im­pres­cin­dí­veis ao fun­ci­o­na­men­to do carsha­ring (mar­cas de car­ros). A City­dri­ve tem dois pú­bli­cos-al­vo prin­ci­pais, por um la­do os cli­en­tes par­ti­cu­la­res, lis­bo­e­tas en­tre os 20 e os 40 anos, in­cli­na­dos pa­ra ser­vi­ços ino­va­do­res, que se des­lo­cam den­tro da ci­da­de com frequên­cia e que pro­cu­ram um ser­vi­ço prá­ti­co, efi­ci­en­te, sem com­pro­mis­sos e sem­pre dis­po­ní­vel. Por ou­tro la­do, não es­que­ce­ram os cli­en­tes em­pre­sa­ri­ais, ou se­ja, em­pre­sas com es­cri­tó­ri­os na ca­pi­tal, cu­jos co­la­bo­ra­do­res pre­ci­sem de se des­lo­car na Gran­de Lis­boa. De acor­do com os fun­da­do­res, «fa­zen­do as con­tas, ra­pi­da­men­te se per­ce­be que o ser­vi­ço City­dri­ve con­se­gue ser até 60% mais ba­ra­to que o tá­xi, por exem­plo.» O mer­ca­do tem da­do uma resposta mui­to po­si­ti­va e o nú­me­ro de cli­en­tes tem au­men­ta­do. A mai­or di­fi­cul­da­de que têm en­con­tra­do es­tá na ma­nei­ra de ex­por o con­cei­to: «Por ser al­go tão di­fe­ren­te do que as pes­so­as es­tão ha­bi­tu­a­das é pre­ci­so ex­pli­car com mui­to de­ta­lhe», ex­pli­cam os res­pon­sá­veis. A Star­tup Lis­boa, on­de a em­pre­sa se en­con­tra in­cu­ba­da, tem re­pre­sen­ta­do um pa­pel im­por­tan­te no apoio em ter­mos de networ­king e co­a­ching, fun­da­men­tal pa­ra mon­tar o pla­no de ne­gó­ci­os e en­trar em con­tac­to com os par­cei­ros cer­tos. A City­dri­ve en­con­tra-se to­tal­men­te fo­ca­da ne nes­te projecto e acre­di­ta que ain­da exis­te m mui­to pa­ra fa­zer. No fu­tu­ro pre­ten­de ex ex­pan­dir o ser­vi­ço a ou­tras ci­da­des e tal­vez at até ou­tros paí­ses. «Não des­can­sa­mos en en­quan­to o carsha­ring não for a nor­ma em vez da ex­cep­ção, con­clu­em Ro Ro­dri­go Castro e Luís Ro­sen­do.

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