Há uma app pa­ra tu­do

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PQS O RGPD

As si­glas são o que são. O RPGD (Re­gu­la­men­to Ge­ral de Pro­te­ção de Da­dos) é, tal­vez, a mais im­por­tan­te me­di­da to­ma­da pe­los or­ga­nis­mos eu­ro­peus no que diz res­pei­to à pri­va­ci­da­de dos da­dos pes­so­ais e da uti­li­za­ção que as em­pre­sas fa­zem dos mes­mos. É tam­bém a ra­zão por que tem re­ce­bi­do nas úl­ti­mas se­ma­nas uma ca­tre­fa­da de e-mails a so­li­ci­ta­ra a sua au­to­ri­za­ção pa­ra que con­ti­nue a cons­tar das ba­ses de da­dos das em­pre­sas com quem, a al­gu­ma al­tu­ra des­de o ad­ven­to da In­ter­net e do e-mail, deu o con­sen­ti­men­to pa­ra que ne­las cons­tas­se. O PQS ou ‘pa­ra que ser­ve’ é mes­mo pa­ra o/me pro­te­ger. Só nes­tas úl­ti­mas se­ma­nas me dei con­ta da imen­si­dão de em­pre­sas a quem “dei” o meu e-mail e au­to­ri­za­ção pa­ra que me con­tac­tas­sem. Al­gu­mas nun­ca o fi­ze­ram, é ver­da­de, ou­tras ou­via de­las de quan­do em vez e, mes­mo as que abu­sa­ram, nem sem­pre as man­dei pa­ra o spam. No ime­di­a­to, e pa­ra mim, o PQS o RGPD é pa­ra is­to mes­mo, co­mo obri­ga as em­pre­sas a que quem cons­ta nes­tas ba­ses de da­dos fa­ça um opt-in, ou se­ja, (re)afir­me a sua in­ten­ção de ne­las cons­tar, no ime­di­a­to e ao não fa­zê-lo vou-me li­vrar de gen­te cha­ta ou de al­go que sim­ples­men­te subs­cre­vi pa­ra ob­ter al­gum be­ne­fí­cio em de­ter­mi­na­da al­tu­ra da mi­nha vi­da on­li­ne. Não que es­te­ja­mos ao ní­vel do so­ci­al sco­re a ser im­ple­men­ta­do na Chi­na ou da cons­tan­te mo­ni­to­ri­za­ção dos ci­da­dãos em tem­po re­al, mas ca­re­ce de fac­to que nos dê­mos con­ta do im­pac­to que a ce­dên­cia dos nos­sos da­dos a terceiros po­de dar. Há uns di­as lia so­bre uma fi­ta ade­si­va que se coloca nos sou­ti­ens e que aler­ta via app uma lis­ta de pes­so­as em quem con­fia em ca­so de ten­ta­ti­va de agres­são. Nu­ma re­vis­ta se­ma­nal li, tam­bém, so­bre a evo­lu­ção dos brin­que­dos se­xu­ais e co­mo é pos­sí­vel trans­mi­tir, por apps de­di­ca­das e uti­li­za­do­res au­to­ri­za­dos, es­tí­mu­los em tem­po re­al de um la­do do pla­ne­ta pa­ra o ou­tro. A glo­ba­li­za­ção tam­bém aqui che­gou. Mas che­gou tam­bém a in­tru­são por terceiros – e a em­pre­sa te­ve de pa­gar uma in­de­mi­ni­za­ção mi­li­o­ná­ria - e ima­gi­ne que em vez de es­tar a re­ce­ber es­ses es­tí­mu­los do seu par­cei­ro/a vêm a sa­ber que é de ou­trem? É que há zo­nas mais sen­sí­veis que ou­tras. Pro­te­ja-se.

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