DÊEM AS BO­AS-VIN­DAS AO COLETE SALVA-VI­DAS DA FCTUC

PC Guia - - NEWS - POR RI­CAR­DO DU­RAND

Qu­an­do ou­vi­mos fa­lar em ‘colete salva-vi­das’ vi­a­ja­mos lo­go até uma si­tu­a­ção com água, em que es­te aces­só­rio nos po­de­rá sal­var de mor­rer­mos afo­ga­dos. Mas há mais vi­da além dos oce­a­nos e ri­os, dos na­vi­os, mo­tas de água ou até mes­mo aviões. Mas a Fa­cul­da­de de Ci­ên­ci­as e Tec­no­lo­gia da Uni­ver­si­da­de de Coim­bra (FCTUC) deu-nos a co­nhe­cer um no­vo ti­po de colete salva-vi­das que na­da tem que ver com água. Nes­te pro­jec­to, on­de par­ti­ci­pam no­ve in­ves­ti­ga­do­res des­ta ins­ti­tui­ção de en­si­no, o ob­jec­ti­vo é dar mais con­for­to aos do­en­tes com Do­en­ça Pul­mo­nar Obs­tru­ti­va Cró­ni­ca, ao fa­zer com que se­ja pos­sí­vel a mo­ni­to­ri­za­ção con­tí­nua des­ta con­di­ção. O WELCOME Vest, as­sim se cha­ma es­te colete es­pe­ci­al, é o re­sul­ta­do do tra­ba­lho de qu­a­tro anos de um con­sór­cio eu­ro­peu do qual faz par­te a FCTUC e que ago­ra vê a luz do dia. Se nun­ca ti­nha ou­vi­do fa­lar des­ta do­en­ça, há um nú­me­ro alar­man­te que pre­ci­sa de sa­ber: se­gun­do a Or­ga­ni­za­ção Mun­di­al de Saú­de, es­ta se­rá a quar­ta cau­sa de mor­te no mun­do em 2030. E é por is­so que o WELCOME se in­te­gra na dis­ci­pli­na de­no­mi­na­da ‘Me­di­ci­na P4’ - pre­di­ti­va, pre­ven­ti­va, per­so­na­li­za­da e par­ti­ci­pa­ti­va. Es­te colete te­ve um um fi­nan­ci­a­men­to de seis mi­lhões de eu­ros do pro­gra­ma FP7 da União Eu­ro­peia, o con­sór­cio de que faz par­te a FCTUC, e jun­ta pneu­mo­lo­gis­tas, te­ra­peu­tas res­pi­ra­tó­ri­os e far­ma­cêu­ti­cos, bem co­mo a in­dús­tria. Fo­ram es­tes es­pe­ci­a­lis­tas, com a aju­da dos no­ve in­ves­ti­ga­do­res na­ci­o­nais que tor­na­ram o WELCOME Vest pos­sí­vel, com uma tec­no­lo­gia ino­va­do­ra: «O colete tem um sis­te­ma de to­mo­gra­fia de im­pe­dân­cia eléc­tri­ca, equi­pa­men­to que per­mi­te ob­ter, de for­ma não in­va­si­va, ima­gens dos pul­mões ge­ra­das atra­vés da pas­sa­gem de uma cor­ren­te eléc­tri­ca», ex­pli­ca a FCTUC. Em se­gui­da, a in­for­ma­ção re­co­lhi­da pe­lo colete po­de ser usa­da pe­lo pa­ci­en­te (ou por um mé­di­co) pa­ra dar in­for­ma­ções mais pre­ci­sas so­bre a sua con­di­ção. Os da­dos são vi­su­a­li­za­dos num ta­blet ou smartphone, «on­de é re­a­li­za­do o pré-pro­ces­sa­men­to da in­for­ma­ção re­co­lhi­da pa­ra va­li­dar a sua qua­li­da­de», diz o do­cen­te. É tam­bém no dis­po­si­ti­vo móvel que há uma app on­de o pa­ci­en­te po­de ver um con­jun­to de ta­re­fas a re­a­li­zar co­mo «a res­pos­ta a ques­ti­o­ná­ri­os de fa­di­ga, me­di­ção de pres­são ar­te­ri­al, pe­sa­gem ou vi­su­a­li­za­ção de ví­de­os (in)for­ma­ti­vos». De­pois de vá­ri­os tes­tes e de o con­sór­cio ter pro­va­do o fun­ci­o­na­men­to do WELCOME Vest, o ob­jec­ti­vo é «me­lho­rar da ro­bus­tez e fi­a­bi­li­da­de do sis­te­ma tecnológico», diz a FCTUC. Pa­ra já, só bo­as no­tí­ci­as: a União Eu­ro­peia já apro­vou mais um fi­nan­ci­a­men­to de qu­a­tro mi­lhões de eu­ros no âm­bi­to do pro­gra­ma H2020 pa­ra que a in­ves­ti­ga­ção con­ti­nue.

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