SE­RÁ QUE AL­GUM DIA DEIXAREMOS DE ESCREVER À MÃO?

PC Guia - - HIGH-TECH GIRL - MARIZA FIGUEIREDO High-Te­ch Girl (high­te­ch­girl­blog.com) high­te­ch­girl­[email protected]

Dei­xa bi­lhe­tes ou en­via mensagens? Es­cre­ve car­tas ou emails? Usa o te­le­mó­vel (ou ta­blet) ou ca­ne­ta e pa­pel pa­ra os seus apon­ta­men­tos? A ca­da dia que pas­sa usa­mos mais o te­cla­do pa­ra escrever. Pe­lo me­nos es­te é o meu ca­so: a le­tra já não é o que era e quan­to me­nos es­cre­vo à mão me­nos que­ro fa­zê-lo. E sei que não es­tou só. Por es­te ca­mi­nho, a pergunta que sur­ge é: se­rá que al­gum dia deixaremos por com­ple­to de escrever à mão? E se­rá que is­so nos afec­ta, e afec­ta­rá, de al­gu­ma for­ma? São per­gun­tas que não sei res­pon­der, mas ao pen­sar so­bre o te­ma, re­cor­dei uma en­tre­vis­ta que fiz ao neu­ro­ci­rur­gião Ale­xan­dre Cas­tro Cal­das so­bre a im­por­tân­cia da apren­di­za­gem da lei­tu­ra e da es­cri­ta pa­ra o de­sen­vol­vi­men­to do cé­re­bro hu­ma­no. Apren­der a re­pre­sen­tar a lin­gua­gem es­cri­ta atra­vés de sím­bo­los faz com que os nos­sos cé­re­bros se de­sen­vol­vam de uma ma­nei­ra in­crí­vel. O pró­prio ac­to de escrever e a co­or­de­na­ção que im­pli­ca en­vol­vem li­ga­ções com­ple­xas no cé­re­bro. É pos­sí­vel, en­tão, que com os no­vos há­bi­tos o nos­so cé­re­bro, e so­bre­tu­do o das no­vas ge­ra­ções, pos­sa vir a se de­sen­vol­ver de uma for­ma di­fe­ren­te. Se is­so se­rá verdade e se se­rá bom ou mau, só o tem­po e os ci­en­tis­tas nos di­rão.

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