Me­mó­ria da li­ber­ta­ção e ou­tros ro­tei­ros

Publico - Fugas - - TBILISSI -

ano de celebração do cen­te­ná­rio da pri­mei­ra re­pú­bli­ca ge­or­gi­a­na, vá­ri­os mu­seus de Tbi­lis­si têm ex­po­si­ções alu­si­vas à efe­mé­ri­de, co­mo acon­te­ce com o Mu­seu Na­ci­o­nal da Geórgia e o Mu­seu de Ar­te Mo­der­na. Al­gu­mas fi­ca­rão até Agosto, ou­tras até Setembro. O último an­dar do Mu­seu Na­ci­o­nal da Geórgia tem uma sa­la ex­clu­si­va­men­te cen­tra­da nos tem­pos da ocupação so­vié­ti­ca e da re­sis­tên­cia, que po­de ser um com­ple­men­to apro­pri­a­do da in­for­ma­ção dis­po­ni­bi­li­za­da pe­la ex­po­si­ção so­bre o cen­te­ná­rio.

Um ro­tei­ro es­sen­ci­al de Tbi­lis­si in­clui, na­tu­ral­men­te, a par­te mais an­ti­ga da ca­pi­tal ge­or­gi­a­na, on­de um bom nú­me­ro de ca­sas an­ti­gas pas­sou re­cen­te­men­te por pro­ces­sos de re­no­va­ção – so­bre­tu­do em áre­as mais ex­pos­tas e pro­cu­ra­das pe­lo tu­ris­mo, ou por ou­tras ra­zões de va­lo­ri­za­ção imo­bi­liá­ria e ur­ba­na. Mas po­de ser muito mais in­te­res­san­te ex­plo­rar os bair­ros on­de o ca­sa­rio de varandas em m wi­ne bars adei­ra, imer­so em la­bi­rin­tos de ru­e­las e be­cos, es­tá por recuperar e on­de a at­mos­fe­ra na­da de­ve às ac­ti­vi­da­des tu­rís­ti­cas. É en­tre as ru­as Ba­ra­tish­vi­li, Abkha­zi e Push­kin, mesmo ao la­do da Li­berty Square, e ao longo das la­dei­ras, al­gu­mas ín­gre­mes, do parque Mtats­min­da, num dos flan­cos da Av. Rus­ta­ve­li, que se si­tua uma boa par­te des­sa área ur­ba­na.

Há wi­ne bars por toda a par­te e a Abkha­zi é uma boa área pa­ra provar os vi­nhos ge­or­gi­a­nos. Ali se po­de encontrar tam­bém uma ra­zoá­vel ofer­ta de serviços tu­rís­ti­cos, de­sig­na­da­men­te tours por vá­ri­as re­giões da Geórgia. As igre­jas or­to­do­xas e os seus be­los íco­nes, a mo­der­na Pon­te da Paz e a ar­qui­tec­tu­ra con­tem­po­râ­nea de al­guns edi­fí­ci­os pú­bli­cos são ou­tros dos pon­tos jus­ti­fi­ca­da­men­te in­cluí­dos nos ro­tei­ros de Tbi­lis­si.

A par­tir de Tbi­lis­si os ope­ra­do­res tu­rís­ti­cos pro­põem visitas re­le­van­tes, co­mo a da re­gião de Kakhe­ti, pro­va­vel­men­te a área pro­du­to­ra de vi­nhos mais an­ti­ga do mundo, e Kaz­be­gi, nas mon­ta­nhas do Cáu­ca­so, jun­to à úni­ca fronteira aber­ta com a Rús­sia. A ex­cur­são mais cur­ta é a de Mtskhe­ta, a ape­nas vin­te qui­ló­me­tros de Tbi­lis­si. Mtskhe­ta foi a pri­mei­ra ca­pi­tal dos ge­or­gi­a­nos e as su­as igre­jas/mos­tei­ros são exem­plos da me­lhor ar­qui­tec­tu­ra re­li­gi­o­sa or­to­do­xa. A Igre­ja/mos­tei­ro de Jva­ri es­tá clas­si­fi­ca­da pe­la UNES­CO.

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