O Mus­ca­det não é uma cas­ta, mas uma DOC des­de 1937, prin­ci­pal­men­te dis­tri­buí­da pe­la mar­gem sul do va­le do rio Loi­re, en­tre Nan­tes e Clis­son

Publico - Fugas - - FRANÇA -

Se­vre e Moi­ne, o que, de res­to, é uma das su­as mais-va­li­as.

Além da vi­si­ta ao pa­la­ce­te, à pro­pri­e­da­de e à vi­nha, os in­te­res­sa­dos po­de­rão de­gus­tar vá­ri­os dos 12 vi­nhos que es­te ano es­tão a ser co­mer­ci­a­li­za­dos, co­lhi­dos nos 45 hec­ta­res da pro­pri­e­da­de. Des­de a mi­ne­ra­li­da­de fres­ca e jo­vem do Coing de Se­vre (5 eu­ros) e do aro­ma fru­ta­do do Fo­lie Blan­che, até aos mais ela­bo­ra­dos Com­te de Saint-Hu­bert, pro­ve­ni­en­te das vi­nhas ve­lhas e que po­de­rá ser guar­da­do du­ran­te uma dé­ca­da, ou o Châ­te­au du Coing vi­ni­fi­ca­do du­ran­te seis me­ses em pi­pas de car­va­lho fran­cês (13 eu­ros).

Pa­ra um co­nhe­ci­men­to ain­da mais de­ta­lha­do so­bre a re­a­li­da­de vi­tí­co­la da re­gião do Mus­ca­det, acon­se­lha-se a vi­si­ta ao Mu­seu da Vi­nha de Nan­tes, em Le Pal­let, que do­cu­men­ta, nu­ma ex­po­si­ção com meio mi­lhar de pe­ças, a his­tó­ria e a ge­o­gra­fia des­te vi­nho de que aque­la ci­da­de é o bas­tião. Até 9 de No­vem­bro, o mu­seu apre­sen­ta tam­bém uma mos­tra tem­po­rá­ria, in­ti­tu­la­da Am­ba’Sa­veurs em vig­no­ble nan­tais.

A Fu­gas vi­a­jou a con­vi­te de Le Voya­ge à Nan­tes e da Tran­sa­via

La Ci­ga­le

Nan­tes. 4, Pla­ce Gras­lin Telf: +33 (0) 251849494 É uma bras­se­rie his­tó­ri­ca e de vi­si­ta obri­ga­tó­ria, na pra­ça fren­te ao te­a­tro ne­o­clás­si­co (inau­gu­ra­do em 1888 pe­lo rei

Luís XVI). Mais do que pe­la emen­ta, que se­gue a tra­di­ção da nou­vel­le cu­si­ne, pe­lo lu­gar: tra­ta­se de um edi­fí­cio “mo­dern sty­le”, de­se­nha­do pe­lo ar­qui­tec­to­ce­ra­mis­ta Emi­le Li­bau­diè­re, inau­gu­ra­do em 1895, e que foi res­tau­ra­do re­cen­te­men­te. Foi du­ran­te dé­ca­das poi­so dos ar­tis­tas e fre­quen­ta­do­res do te­a­tro, e por aí pas­sa­ram fi­gu­ras co­mo André Bre­ton, Jac­ques Pré­vert e Jac­ques Demy. Es­tá clas­si­fi­ca­do des­de 1964 e o re­ves­ti­men­to em azu­le­jos azuis, ver­des e ama­re­los, os me­da­lhões, can­de­ei­ros e re­ló­gi­os (e tam­bém a at­mos­fe­ra) jus­ti­fi­cam bem a vi­si­ta. La pois­so­niè­re et pas que… Nan­tes. 4, Rue Léon Maî­tre

Telf: +33 (0) 240477950

Fi­ca si­tu­a­do na an­ti­ga Ilha de Fey­de­au, e o no­me é já um pro­gra­ma: sig­ni­fi­ca que, de­pois da re­a­ber­tu­ra em 2014, e pas­sa­do meio sé­cu­lo de his­tó­ria, es­te pe­que­no e sim­pá­ti­co res­tau­ran­te ser­ve não ape­nas pei­xe, mas tam­bém car­ne. Al­gu­mas su­ges­tões: tár­ta­ro de sal­mão fu­ma­do e cre­me de ca­ma­rão; “Ma­rée Nan­tai­se”, um mis­to de pei­xes com le­gu­mes; ou co­xa de co­e­lho con­fit com foie gras…

Le 1

Nan­tes. 1, Rue Olym­pe de Gou­ges

Telf: +33 (0) 240 082 800

Si­tu­a­do na Ilha de Nan­tes, é um edi­fí­cio re­cen­te que acom­pa­nha as no­vas ar­qui­tec­tu­ras do lu­gar, e que se pro­lon­ga nu­ma es­pla­na­da em madeira que era pa­ra ser uma cons­tru­ção efé­me­ra pa­ra Le Voya­ge à Nan­tes mas en­tre­tan­to fi­cou co­mo um con­vi­te pa­ra al­mo­çar, be­ber um co­po de vi­nho ou to­mar um ca­fé com vis­ta pa­ra o rio Loi­re . Ofe­re­ce os me­nus ha­bi­tu­ais, com uma es­co­lha alar­ga­da de en­tra­das, pei­xes (pa­ra ex­pe­ri­men­tar a mo­da mui­to par­ti­cu­lar co­mo os fran­ce­ses co­zi­nham as sar­di­nhas e o ba­ca­lhau, por exem­plo) e car­nes, mas tam­bém ta­pas e so­bre­me­sas. Le Pe­rous­se

Nan­tes. 3, Al­lée Du­ques­ne

Telf: +33 (0) 240 897 500

Qu­em vir de fo­ra es­te edi­fí­cio en­qua­dra­do com o seu en­tor­no nu­ma das ave­ni­das prin­ci­pais da ci­da­de po­de fi­car com al­gu­ma desconfiança. Es­te moderno ho­tel com meia dú­zia de pi­sos es­tá in­cli­na­do: foi a ho­me­na­gem que o ate­li­er Bar­to+Bar­to quis fa­zer aos edi­fí­ci­os his­tó­ri­cos nas mar­gens do rio Er­dre — des­vi­a­do do seu cur­so en­tre as du­as guer­ras mun­di­ais, e trans­for­ma­do nu­ma mo­vi­men­ta­da ar­té­ria ur­ba­na, mas que dá pri­o­ri­da­de aos peões, bi­ci­cle­tas e trans­por­tes pú­bli­cos —, que mais ce­do ou mais tar­de su­cum­bi­am à sua ba­se are­no­sa. Se o no­me do ho­tel re­cor­da um co­man­dan­te na­val do sé­cu­lo XIX, o seu as­pec­to de blo­co mo­no­lí­ti­co de pe­dra (tuf­fe­au) va­leu-lhe já a clas­si­fi­ca­ção de “pa­tri­mó­nio do sé­cu­lo XX”. E a de­co­ra­ção in­te­ri­or, com es­cul­tu­ras e mo­bi­liá­rio de de­sign moderno, re­for­ça a jus­ti­ça da clas­si­fi­ca­ção.

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