Nas al­dei­as de ca­si­nhas co­lo­ri­das, ho­mens e mu­lhe­res saú­dam quem pas­sa com um sor­ri­so

Publico - Fugas - - MOLDOVA -

a ca­te­dral que ago­ra vi­si­to pa­ra ad­mi­rar os seus fres­cos. Saio pa­ra a rua e não de­mo­ro a pas­se­ar va­ga­ro­sa­men­te pe­la Eu­gen Do­ga, a rua pe­do­nal que pres­ta ho­me­na­gem ao cé­le­bre com­po­si­tor mol­da­vo que nas­ceu na al­deia de Mo­cra, no dis­tri­to de Rib­ni­ta, ac­tu­al­men­te sob a ad­mi­nis­tra­ção do go­ver­no de Trans­nís­tria, es­se país que nin­guém re­co­nhe­ce in­ter­na­ci­o­nal­men­te.

Des­pe­ço-me de Edu­ard Ma­lai an­tes de re­gres­sar ao ho­tel.

- O al­mo­ço de ca­sa­men­to dos meus pais foi nes­se ho­tel.

Ao lon­go da ave­ni­da que tam­bém pres­ta o seu tri­bu­to a Ste­fan cel Ma­re vou pen­san­do nas pa­la­vras des­te ho­mem cu­jo fu­tu­ro não pas­sa por Chi­si­nau.

- Há mui­tas pes­so­as a aban­do­nar o país na pri­mei­ra opor­tu­ni­da­de. Os jo­vens são mal re­mu­ne­ra­dos e o ní­vel de vi­da é ca­ro. Mas pa­ra os mais ve­lhos é ain­da mais di­fí­cil. As pou­cas for­ças que lhe res­tam são pa­ra tra­tar da ca­sa e das hor­tas que lhe for­ne­cem al­guns ali­men­tos – vi­vem no pas­sa­do.

Só quan­do dei­xo o ho­tel, por um dia ou dois, é que me aper­ce­bo do le­ma que o de­fi­ne — é co­mo vi­si­tar a ca­sa da avó.

E as­sim tam­bém me pa­re­ce o país.

A re­li­gião e o vi­nho

Du­as tu­ris­tas so­bem a co­li­na pro­nun­ci­a­da no mo­men­to em que o au­to­car­ro me dei­xa em Bu­tu­ce­ni e eu, em vez de ru­mar ao com­ple­xo de mu­seus, pre­fi­ro ca­mi­nhar pe­la al-

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