Um ar­ra­nha-céus em cha­mas e ou­tros pro­gra­mas de Na­tal

Publico - Fugas - - NATAL -

Fi­car so­zi­nho em ca­sa a li­dar com la­drões, vi­a­jar por uma Amé­ri­ca ide­a­li­za­da, pe­los Al­pes dos Von Trapp, pe­la me­ta­de má­gi­ca do mun­do, ou dei­xar­mo-nos con­ta­gi­ar pe­lo amor (que acon­te­ce mais no Na­tal): eis al­gu­mas pis­tas ci­ne­ma­to­grá­fi­cas pa­ra o que fa­zer no Na­tal. Jo­a­na Ama­ral Cardoso, Mar­co Va­za Qu­an­do se fa­la de fil­mes de Na­tal, es­te fil­me que nem uma ce­na tem pas­sa­da no Na­tal é dos pri­mei­ros, se­não o pri­mei­ro, a vir à ca­be­ça. E não só no Por­tu­gal dos dois ca­nais, e de­pois dos mui­tos mais, mas tam­bém no Rei­no Uni­do, on­de foi trans­mi­ti­do pe­la pri­mei­ra vez em 1978, ou nos EUA, on­de o fil­me é tra­di­ci­o­nal­men­te trans­mi­ti­do na te­le­vi­são na al­tu­ra do Na­tal

(ou da Pás­coa) des­de 1976. A his­tó­ria ve­rí­di­ca da fa­mí­lia

Von Trapp tor­nou-se num me­lo­dra­ma pro­ta­go­ni­za­do pe­la ir­re­sis­tí­vel Ju­lie An­drews e com se­te cri­an­ças ca­no­ras em es­ca­di­nha, que so­bre­vi­vem pri­mei­ro à mor­te da mãe, de­pois à dis­ci­pli­na do pai e por fim à ocu­pa­ção na­zi. É um fil­me de fa­mí­lia que até se po­de dis­cu­tir se é um fil­me de gu­er­ra mas que só é de Na­tal pe­lo am­bi­en­te fa­mi­li­ar e pe­la coin­ci­dên­cia te­le­vi­si­va. Há com­boi­os que so­nha­mos sem­pre apa­nhar, mas que são co­mo ba­ter con­tra uma pa­re­de. Por mais amor que os bri­tâ­ni­cos te­nham aos com­boi­os e ao cum­pri­men­to de ho­rá­ri­os, na es­ta­ção de King’s Cross, em Lon­dres, há co­ra­ções que ba­tem mais for­te - os dos fãs de Har­ry Pot­ter, que fa­zem fi­la pa­ra se fo­to­gra­far na Pla­ta­for­ma 9 e ¾ lá re­pro­du­zi­da e on­de a viagem dos es­tu­dan­tes e fãs de Hogwarts co­me­ça. Tal­vez te­nha si­do a es­treia do pri­mei­ro fil­me nos cinemas, em No­vem­bro, a ar­ras­tar­se co­mo fil­me de Na­tal pa­ra os lei­to­res e es­pec­ta­do­res; de­pois os ca­nais de TV co­me­ça­ram a pôr os fil­mes Pot­ter à dis­po­si­ção de to­dos os mug­gles por al­tu­ra do Na­tal; mas pro­va­vel­men­te é mes­mo o am­bi­en­te ju­ve­nil, de ma­gia, ami­za­de, frio bri­tâ­ni­co e o ima­gi­ná­rio re­che­a­do de cas­te­los e al­dei­as pi­to­res­cas que as­so­cia os fil­mes de Har­ry Pot­ter ao Na­tal. E eles le­vam-nos a Lon­dres, um des­ti­no natalício pa­ra lu­zes e com­pras só por si, da es­ta­ção ao Le­a­de­nhall Mar­ket (que faz as ve­zes de par­te do Di­a­gon Al­ley) à Mil­len­nium Brid­ge, mas tam­bém ao Glen­fin­nan Vi­a­duct (Es­có­cia, na fo­to prin­ci­pal)) e à Uni­ver­si­da­de de

RUS­SELL CHEYNE/REUTERS

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