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Quan­do com­pra gar­ra­fei­ras, tem medo das frau­des?

Is­so é um pro­ble­ma in­ter­na­ci­o­nal. Em Por­tu­gal te­mos mui­to pou­ca con­tra­fac­ção de vi­nhos. Nós ten­ta­mos de­fen­der­nos o máximo que po­de­mos, te­mos um mi­cros­có­pio pa­ra ana­li­sar os ró­tu­los e evi­tar frau­des, con­se­gui­mos ver a tex­tu­ra do papel, a tin­ta, o ti­po da le­tra, se é li­to­gra­fia, te­mos luz ne­gra pa­ra ver os con­tras­tes.

Apos­tam tam­bém em pro­du­tos internacionais e ten­dên­ci­as do mer­ca­do?

Es­ta­mos sem­pre aten­tos às no­vi­da­des internacionais e na­ci­o­nais, no ca­so dos whis­ki­es

ja­po­ne­ses, por exem­plo, fomos dos pri­mei­ros a im­por­tar, é um pro­du­to feito com mui­to ca­ri­nho, com mui­to co­nhe­ci­men­to. Mas que nes­te mo­men­to já atin­ge preços mui­to ele­va­dos.

Quer des­ta­car al­gu­mas gar­ra­fas en­tre as mais es­pe­ci­ais que tem?

Te­mos um Pe­trus de 1945

[pre­ço 7490€], o ano do fim da II Guer­ra. Gos­to mui­to de gar­ra­fas li­ga­das a es­se ti­po de acon­te­ci­men­tos. E te­mos es­ta gar­ra­fa de vi­nho da Ma­dei­ra de 1780, ain­da fei­ta à mão, em três par­tes dis­tin­tas [Bu­al, 8900€]. No ca­so dos Ma­dei­ras que te­mos aqui, gran­de par­te dos pro­du­to­res já não exis­tem.

A Mer­ce­a­ria Na­ci­o­nal nos anos 60 e, em 1984, Jai­me com o pai. Em bai­xo, um pre­çá­rio com a le­tra do pai

FO­TOS: MI­GUEL MANSO

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