Pre­ços da ha­bi­ta­ção so­bem em to­do o país des­de 2017

O pre­ço das ca­sas es­tá a cres­cer em to­dos os con­ce­lhos de Por­tu­gal Con­ti­nen­tal des­de o fi­nal de 2017. A con­clu­são é da Con­fi­den­ci­al imo­bi­liá­rio, no âm­bi­to do seu Ín­di­ce de Pre­ços Re­si­den­ci­ais. Em mar­ço, os pre­ços su­bi­ram 14,2% a ní­vel na­ci­o­nal, fa­ce ao an

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No 1º tri­mes­tre des­te ano, o pre­ço de ven­da das ca­sas vol­tou a cres­cer, re­gis­tan­do uma su­bi­da ho­mó­lo­ga en­tre os 3% e os 22%, con­for­me os mer­ca­dos me­nos e mais va­lo­ri­za­dos, res­pe­ti­va­men­te. Tra­ta-se do 2º tri­mes­tre em que o cres­ci­men­to ho­mó­lo­go dos pre­ços abran­ge a to­ta­li­da­de dos 278 con­ce­lhos con­si­de­ra­dos nes­te in­di­ca­dor, sen­do que o 4º tri­mes­tre de 2017 mar­cou o iní­cio des­ta trans­ver­sa­li­da­de.

Ain­da no 1º tri­mes­tre des­te ano, ve­ri­fi­cou-se uma ace­le­ra­ção ge­ne­ra­li­za­da no va­lor de ven­da da ha­bi­ta­ção, já que no tri­mes­tre an­te­ri­or as va­lo­ri­za­ções ho­mó­lo­gas, ain­da que igual­men­te uma re­a­li­da­de em to­dos os con­ce­lhos, par­ti­ram de 0,5%, atin­gin­do mais de 20% nos mu­ni­cí­pi­os com mai­or cres­ci­men­to de pre­ços.

Em 80% dos con­ce­lhos, a su­bi­da sen­ti­da nes­te pri­mei­ro tri­mes­tre ron­da os 10%, re­a­li­da­de já ve­ri­fi­ca­da no pe­río­do an­te­ri­or, quan­do o pa­ta­mar de va­lo­ri­za­ção con­cen­tra­va 73% dos mer­ca­dos con­ce­lhi­os. No pe­río­do ho- mó­lo­go do ano pas­sa­do, a ten­dên­cia de va­lo­ri­za­ção abran­gia 85% dos con­ce­lhos, e 82% das su­bi­das en­con­tra­va-se en­tre os 0,1% e os 5%.

Ri­car­do Gui­ma­rães, di­re­tor da Ci, co­men­ta que o cres­ci­men­to de pre­ços tem vin­do a ser ca­da vez mais abran­gen­te em ter­mos ge­o­grá­fi­cos. Já des­de me­a­dos de 2016 que co­me­çou a ser evi­den­te uma al­te­ra­ção na re­a­li­da­de de mer­ca­do, dei­xan­do as su­bi­das de acon­te­cer so­men­te nos cen­tros his­tó­ri­cos de Lis­boa e Por­to”.

Ex­pli­ca que “a tra­je­tó­ria atu­al be­ne­fi­cia des­se ci­clo, mas de­ve-se tam­bém à re­to­ma no cré­di­to à ha­bi­ta­ção e ao au­men­to da pro­cu­ra in­ter­na por ha­bi­ta­ção di­ta “tra­di­ci­o­nal”. Se há um ano atrás, ha­via ain­da 15 con­ce­lhos que apre­sen­ta­vam des­va­lo­ri­za­ções, 2017 en­cer­rou já com uma su­bi­da co­mum a to­dos os mu­ni­cí­pi­os, ini­ci­an­do-se 2018 não só com a con­fir­ma­ção des­ta trans­ver­sa­li­da­de co­mo com uma ace­le­ra­ção ge­ne­ra­li­za­da nas su­bi­das, ele­van­do a va­lo­ri­za­ção mí­ni­ma de 0,5% pa­ra 2,8”.

Al­te­ra­ções no ma­pa da va­lo­ri­za­ção

Nos pri­mei­ros 3 me­ses des­te ano, há tam­bém que re­gis­tar al­te­ra­ções ao ma­pa da va­lo­ri­za­ção do mer­ca­do re­si­den­ci­al. Lis­boa e Cas­cais man­ti­ve­ram-se co­mo os mer­ca­dos com mai­o­res va­lo­ri­za­ções ho­mó­lo­gas, su­pe­ri­o­res a 20%, mas o top 15 mu­dou sig­ni­fi­ca­ti­va­men­te.

No fi­nal de 2017, eram os con­ce­lhos do Al­gar­ve que do­mi­na­vam as su­bi­das dos pre­ços. Mas em 2018, re­gis­ta-se uma mai­or di­ver­si­fi­ca­ção de re­giões, ten­do en­tra­do pa­ra o top vá­ri­os con­ce­lhos do dis­tri­to de Lis­boa, a par de Vi­a­na do Cas­te­lo, Por­to, Leiria, Se­tú­bal, Avei­ro, San­ta­rém e Bra­ga. Fa­ro es­tá pre­sen­te ape­nas a par de Lou­lé, com uma va­lo­ri­za­ção de 15,5%.

Des­ta­que pa­ra o Por­to, que apre­sen­tou a 3ª mai­or su­bi­da do país, com um cres­ci­men­to de 19,4%, quan­do no tri­mes­tre an­te­ri­or es­ta­va abai­xo do top 20, com uma va­lo­ri­za­ção de 11,1%.

DR

Em 80% dos con­ce­lhos, a su­bi­da sen­ti­da nes­te pri­mei­ro tri­mes­tre ron­da os 10%, re­a­li­da­de já ve­ri­fi­ca­da no pe­río­do an­te­ri­or, quan­do o pa­ta­mar de va­lo­ri­za­ção con­cen­tra­va 73% dos mer­ca­dos con­ce­lhi­os

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