Ir­lan­dês só co­me­çou a per­ce­ber Ye­ats e Joy­ce de­pois de ter ido a uma tou­ra­da em Albufeira

Publico - Inimigo - - PRIMEIRA PÀGINA -

As pes­so­as ca­ram um bo­ca­do à toa com a fra­se du­vi­do­sa de Ma­nu­el Ale­gre que de­fen­dia que quem não per­ce­be a cor­ri­da tam­bém não per­ce­be a po­e­sia e não per­ce­be a literatura, mas a ver­da­de é que vá­ri­os ci­da­dãos de ou­tras na­ci­o­na­li­da­des ates­tam a im­por­tân­cia da tou­ra­da no seu de­sen­vol­vi­men­to in­te­lec­tu­al. Co­me­cei a ler o The Tower e não per­ce­bi pa­ta­vi­na da­qui­lo. Pen­sei que tal se de­via ao fac­to de ser um bur­ro, mas es­ta­va en­ga­na­do. De­pois nas fé­ri­as do Ve­rão pas­sei 15 di­as em Albufeira e fui ver uma tou­ra­da com o João Sal­guei­ro, Rui Sal­va­dor, Luís Rou­xi­nol, Só­nia Ma­ti­as, Ana Ba­tis­ta e com os tou­ros da ga­na­da­ria Ses­ma­ri­as Ve­lhas do Gu­a­di­a­na. Che­guei a ca­sa e pa­pei tu­do o que ha­via de Ye­ats, Joy­ce, Os­car Wil­de, Ge­or­ge Ber­nard Shaw e o Cão Co­mo Nós do Ma­nu­el Ale­gre. Per­ce­bi tu­do o que li. A mi­nha men­te co­me­çou a bom­bar des­de aí. Trans­for­mei-me num gé­nio da Literatura e da Po­e­sia. Foi a tou­ra­da, ga­ran­tiu um ir­lan­dês.

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