Ma­nu­el Ale­gre já tes­ta pa­la­vras que ri­mam com vel­cro em no­vo po­e­ma

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O po­e­ta so­ci­a­lis­ta já es­tá a adap­tar-se à pro­pos­ta de lei do de­pu­ta­do Pedro Del­ga­do Al­ves e que pre­vê a re­a­li­za­ção de tou­ra­das sem san­gue com re­cur­so a ban­da­ri­lhas de vel­cro à se­me­lhan­ça do que acon­te­ce nos Es­ta­dos Uni­dos. Ma­nu­el Ale­gre achou a ideia in­te­res­san­te e já co­me­çou a es­cre­vi­nhar a sua pró­xi­ma obra “Vel­cro co­mo nós”. “Vel­cro? Es­ta­mos per­to? Na are­na eu me per­co. Pel­cro? A tua pe­le é fel­tro. Tou­ro lin­do, vel­cro lin­do! O tou­ro é um el­fo? El­cro? Eu dou-te o meu mel­cro e tu dás-me o teu fel­cro! Não, o tou­ro não se sen­te hon­ra­do e ar­ran­cou do seu dor­so o vel­cro. Por­ra que eu não con­si­go ar­ran­jar uma úni­ca pa­la­vra que exis­ta na lín­gua por­tu­gue­sa que ri­ma com vel­cro. Que por­ca­ria, pá! Aca­bem com a tou­ra­da com vel­cro. Is­to não ri­ma. As­sim não dá! Eu sin­to que se o bi­cho não so­frer não há con­di­ções pa­ra fa­zer po­e­sia. Aca­bem com o vel­cro, é ri­dí­cu­lo. Vol­tem à tou­ra­da nor­mal ou en­tão ar­ran­jem ou­tra coi­sa qual­quer que não alei­je o bi­cho e que dê pa­ra ri­mar”, pe­diu Ma­nu­el Ale­gre. JH

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