Por­tu­gal é o país on­de as pes­so­as têm mais frio do mun­do

Publico - Inimigo - - PRIMEIRA PÀGINA - JH

O país eu­ro­peu com mais ho­ras de sol por ano trans­for­ma-se du­ran­te dois ou três me­ses em um dos lo­cais mais inós­pi­tos do mun­do. O frio por­tu­guês tem ca­rac­te­rís­ti­cas úni­cas que es­ca­pam ao olhar de­ma­si­a­do li­ne­ar dos ter­mó­me­tros e per­mi­tem às pes­so­as ex­pe­ri­en­ci­ar uma sen­sa­ção tér­mi­ca ab­so­lu­ta­men­te iné­di­ta. “Eu já es­ti­ve na Is­lân­dia, Mon­gó­lia, Ca­za­quis­tão, Ca­na­dá, Rús­sia e Min­ne­so­ta e Alas­ca nos Es­ta­dos Uni­dos. 89,2 graus Cel­sius ne­ga­ti­vos em Vos­tok, na An­tár­ti­ca, em 21 de ju­lho de 1983? Eu es­ta­va lá. Na­da de es­pe­ci­al. Na­da se com­pa­ra ao frio de Por­tu­gal. São 4, 5, 6 graus po­si­ti­vos, mas é um frio com­ple­ta­men­te di­fe­ren­te. Eu an­dei de t-shirt na Si­bé­ria com 60 graus ne­ga­ti­vos sem pro­ble­mas. Aqui se saio à rua sem um gor­ro, umas lu­vas e a mi­nha par­ka caio lo­go à ca­ma. De­ve ser da hu­mi­da­de ou de ser se­co, não sei. Ou en­tão da cons­tru­ção das ca­sas. Lá fo­ra nun­ca quei cons­ti­pa­do. É que es­te frio aqui em Por­tu­gal en­tra mes­mo den­tro dos os­sos e der­ru­ba mes­mo uma pes­soa”, ad­mi­tiu um por­tu­guês.

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