Fi­lho de Obi­ang con­de­na­do a pe­na de pri­são em Fran­ça re­vol­ta-se: “É só por­que eu sou um ho­mem ne­gro que fa­la por­tu­guês”

Publico - Inimigo - - PRIMEIRA PÀGINA - MB

Um tri­bu­nal de Pa­ris con rmou os três anos de pri­são, com pe­na sus­pen­sa, de Te­o­do­rin Obi­ang, um es­tu­di­o­so da lí­ri­ca de Ca­mões e das le­tras de João Pe­dro Pais com a pa­la­vra “tal­vez”. O lho do presidente da Gui­néE­qua­to­ri­al, e seu pro­vá­vel su­ces­sor à boa ma­nei­ra dos Kims de Pyongyang, era a ima­gem da re­vol­ta quan­do veio ex­pli­car-se à re­dac­ção do IP e do Íp­si­lon: “Ra­cis­mo. Pa­ra mim, é ra­cis­mo. Os juízes de Pa­ris odei­am pes­so­as co­mo eu, ho­mens ne­gros que fa­lam por­tu­guês e sa­bem de cor to­das as es­ta­ções e ape­a­dei­ros da li­nha da Bei­ra Bai­xa. E mais: ain­da que­rem que eu pa­gue uma mul­ta de 30 mi­lhões?! Co­mo?! Acham que a ma­mã Obi­ang tem um co­fre cheio de es­cu­dos na des­pen­sa, co­mo a mãe do ou­tro? Em bom por­tu­guês, vão-se ca­tar, pá!”.

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