Mo­do crí­ti­co Au­gus­to M. Se­a­bra O es­ta­do da God/Art

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Sen­do um dos au­to­res mai­o­res da ar­te

ci­ne­ma­to­grá­fi­ca, JLG não dei­xa de ser mui­tas vezes ca­bo­ti­no e ir­ri­tan­te. Mas tam­bém su­ce­de ser mag­ní­fi­co, de uma be­le­za con­vul­si­va co­mo em

O Li­vro da Ima­gem.

Que Je­an-Luc Go­dard, JLG, seja um dos mais re­le­van­tes au­to­res da ar­te ci­ne­ma­to­grá­fi­ca e o mais im­por­tan­te vi­vo é in­du­bi­tá­vel. Is­so não quer di­zer que não ha­ja ques­tões – que até po­de su­ce­der se­rem bem gra­ves – a co­lo­car a fil­mes seus. Ora, hou­ve e há um pro­ces­so de dei­fi­ca­ção de Go­dard – é a God/Art. De fac­to o que ocor­re é uma nar­ra­ti­va mui­to in­sis­ten­te nas es­co­las de cinema, que daí pas­sa pa­ra blogs e si­tes, e pa­ra as ci­ne­ma­te­cas, che­gan­do às pá­gi­nas de crí­ti­ca de cinema nos jor­nais. O pon­to vec­to­ri­al des­ta nar­ra­ti­va é apre­sen­tar a nou­vel­le va­gue e em par­ti­cu­lar JLG co­mo o pa­drão de re­fe­rên­cia de to­do o cinema mo­der­no. E nem se tra­ta de to­da a nou­vel­le va­gue mas da­que­la dos jovens turcos, dos crí­ti­cos dos Cahi­ers du Ci­né­ma (Go­dard, Truf­faut, Ri­vet­te, Roh­mer e Cha­brol). E nes­te pon­to há uma pri­mei­ra de­tur­pa­ção da(s)

REGIS DUVIGNAU/ REUTERS

Não se tra­ta ape­nas do fac­to de ele ser um au­tor ins­ti­tu­ci­o­na­li­za­do. Por mui­to que is­to cho­que os go­dar­di­a­nos mi­li­tan­tes, há que di­zer que du­ran­te lon­go tem­po ele não dei­xou de ter em con­ta o co­mér­cio do cinema O cul­to che­ga ao pon­to de ain­da an­tes de um fes­ti­val co­me­çar já se es­cre­ver que o fil­me de Go­dard vai ser “o fil­me” do fes­ti­val. Lon­ge de ser um mar­gi­nal ele é aco­lhi­do pe­las ins­ti­tui­ções

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