“VEN­CER O CAM­PE­O­NA­TO É UMA ‘OB­SES­SÃO’ DE TO­DOS”

Record (Portugal) - - SPORTING -

O Spor­ting per­deu ines­pe­ra­da­men­te com o Por­ti­mo­nen­se (42). Que aná­li­se fi­ze­ram ao jo­go?

M - Não foi um jo­go nor­mal, mas é um da­que­les que acon­te­ce ao lon­go da épo­ca, a to­das as equi­pas. Os nos­sos ri­vais são for­tes, mas tam­bém já perderam no cam­pe­o­na­to. Não va­mos en­trar em pânico. A equi­pa sa­be li­dar com es­ta pres­são, o Spor­ting não vai ser di­fe­ren­te do que já mos­trou. Per­de­mos um jo­go, cla­ro que dói, mas es­ta­mos a qua­tro pon­tos do lí­der. Te­mos de corrigir, nos trei­nos, o que cor­reu mal nes­sa par­ti­da, pa­ra as­se­gu­rar­mos que não vol­ta a acon­te­cer.

O pre­si­den­te tam­bém dei­xou um aler­ta so­bre es­sa der­ro­ta. Co­mo fo­ram as­si­mi­la­das es­sas pa­la­vras den­tro do bal­neá­rio?

M - A men­sa­gem foi pú­bli­ca. Te­mos de tra­ba­lhar mui­to e me­lho­rar, pa­ra evi­tar os er­ros. No pró­xi­mo jo­go te­mos de vi­rar a pá­gi­na. Qu­e­ro re­tri­buir o apoio que re­ce­bi dos adep­tos do Spor­ting, qu­an­do não es­ta­va a jo­gar bem e eles me di­zi­am pa­ra es­tar tran­qui­lo, que os golos iam apa­re­cer. Ago­ra sou eu que di­go: es­te­jam tranquilos pois es­ta­mos cons­ci­en­tes da nos­sa res­pon­sa­bi­li­da­de e a fa­zer tu­do o que é pos­sí­vel pa­ra mu­dar, de­pois de o fi­nal da épo­ca pas­sa­da não ter si­do nor­mal. To­dos es­ta­mos uni­dos.

Após um­bo­mi­ní­cio, o Spor­ting so­mou du­as der­ro­tas nas úl­ti­mas du­as des­lo­ca­ções. Que pe­so po­dem ter nos ob­je­ti­vos da equi­pa? M - A par­tir de ago­ra va­mos su­bir de ren­di­men­to, is­so es­tá cla­ro. O

Exis­te gran­de di­fe­ren­ça em re­la­ção ao cam­pe­o­na­to por­tu­guês que co­nhe­ceu em 2013 e o atu­al? M - Di­fe­ren­ça to­tal! Cres­ceu a qua­li­da­de dos jo­ga­do­res das equi­pas mais pe­que­nas, es­tá tu­do mais equi­li­bra­do. É ca­da vez mais com­pli­ca­do pa­ra as equi­pas gran­des ga­nha­rem fo­ra dos seus es­tá­di­os.

Já jo­gou em três con­ti­nen­tes (ame­ri­ca­no, eu­ro­peu e asiá­ti­co). Da sua ex­pe­ri­ên­cia, a Li­ga por­tu­gue­sa é a mais com­pe­ti­ti­va?

M - Sem dú­vi­da. O Spor­ting te­rá sem­pre um lu­gar es­pe­ci­al no meu co­ra­ção. Jo­gar naLi­ga­dos Cam­peões eraum­so­nho de me­ni­no e con­se­guio aqui, tal co­mo jo­gar a al­to ní­vel e nu­ma­e­qui­pa­que lu­ta­por tí­tu­los. Ga­nhei­cá­três, aTa­ça­de Por­tu­gal, aSu­per­ta­ça e a Ta­ça da Li­ga. Só me fal­ta ven­cer o cam­pe­o­na­to, é uma ob­ses­são de to­dos. Es­ta­mos a tra­ba­lhar for­te, com cal­ma e fé, pa­ra que es­te ano o pos­sa­mos con­se­guir.

Em que pon­tos é que a equi­pa ain­da po­de me­lho­rar?

M - A ba­se é cons­ti­tuí­da por mui­tos jo­ga­do­res ex­pe­ri­en­tes ao ní­vel in­ter­na­ci­o­nal, tam­bém com ex­pe­ri­ên­cia no fu­te­bol por­tu­guês. Te­mos de co­me­ter o me­nor nú­me­ro de er­ros pos­sí­vel, con­se­guir mar­car golos mais ce­do e de­pois man­ter a mes­ma men­ta­li­da­de e en­tre­ga. O gru­po es­tá a dar o má­xi­mo.

O fac­to de al­gu­mas pes­so­as te­rem su­bes­ti­ma­do o Spor­ting co­mo can­di­da­to re­ti­rou pres­são? M - O ar­ran­que foi mui­to di­fí­cil, com a pré-épo­ca e os pri­mei­ros jo­gos. Mas creio que po­dia ter si­do mui­to pi­or, por tu­do o que se pas­sou. Es­tou fe­liz por es­tar­mos vi­vos em to­das as com­pe­ti­ções. Te­mos jo­ga­do­res que po­dem ain­da dar mais.

Já jo­ga­ram com Ben­fi­ca e Sp. Bra­ga. Qual des­tas du­as equi­pas vos cau­sou mai­o­res pro­ble­mas? M - São sem­pre can­di­da­tos ao título. Es­ses são os jo­gos que os jo­ga­do­res des­fru­tam, quer os do Spor­ting, do Ben­fi­ca ou do Sp. Bra­ga. Qual­quer coi­sa po­de acon­te­cer.

Acre­di­ta que um clu­be de me­nor di­men­são co­mo o Sp. Bra­ga tem hi­pó­te­ses de ser cam­peão?

M - Es­tão a mos­trar que têm con­di­ções pa­ra se­rem can­di­da­tos. Creio que vão lu­tar, até ago­ra es­tão a fa­zê-lo bem. O nos­so ob­je­ti­vo é lu­tar por to­das as com­pe­ti­ções. O cam­pe­o­na­to tem mais de 30 jor­na­das, te­mos de ser pa­ci­en­tes pa­ra ver o que vai acon­te­cer até ao fi­nal.

Após a paragem das se­le­ções se­gue-se o Lou­res.

M - Te­mos de en­trar com a mes­ma se­ri­e­da­de e o mes­mo res­pei­to, in­de­pen­den­te­men­te do es­ca­lão em que es­tão. Não ve­jo ou­tra pos­si­bi­li­da­de que não se­ja ga­nhar es­se jo­go, sem des­cul­pas. Os jo­ga­do­res que en­tra­rem têm de mos­trar por­que es­tão no Spor­ting.

Na épo­ca pas­sa­da perderam a Ta­ça con­tra um ad­ver­sá­rio te­o­ri-

“AGO­RA SOU EU QUE DI­GO AOS ADEP­TOS: ES­TE­JAM TRANQUILOS POIS ES­TA­MOS CONS­CI­EN­TES DA NOS­SA RES­PON­SA­BI­LI­DA­DE” “JO­GA­DO­RES QUE EN­TRA­REM NA TA­ÇA TÊM DE MOS­TRAR POR­QUE ES­TÃO NO SPOR­TING. AR­SE­NAL? É UM JO­GO DE CHAMPIONS”

ca­men­te mais fra­co, co­mo o Aves. Têm se­de de vin­gan­ça?

M - Vin­gan­ça é um ter­mo for­te... Te­mos ga­nas de ven­cer a Ta­ça. Es­ti­ve em du­as fi­nais, ga­nhei uma e sei o que sig­ni­fi­ca o dia no Ja­mor.

De­pois, en­fren­tam o Ar­se­nal.

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