Record (Portugal)

SLB – mais fácil do que parece

A SER INOCENTE, CABERÁ A LFV A LUCIDEZ NECESSÁRIA PARA PERCEBER QUE O MELHOR QUE PODE ASPIRAR É DECIDIR PELO AUTO-AFASTAMENT­O DO COMANDO DO CLUBE, DEFENDER A SUA IMAGEM, A SUA HONRA E O SEU LEGADO

- Luís Miguel Henrique Advogado OCTÁVIO RIBEIRO RUI MALHEIRO

No passado dia de 18 de Novembro, escrevi que André Geraldes “…foi a última dessas vítimas, como o foi anteriorme­nte Bruno de Carvalho ou que poderá vir a ser Luís Filipe Vieira”. Depois disto, tivemos ainda mais recentemen­te o ex-Ministro Azeredo Lopes, que depois de corrido do Governo e enxovalhad­o na praça pública, decidiu o Ministério Público pedir a sua absolvição por não haver provas para o condenar!

Ideia à data reforçada com o facto da “informação que deveria ser guardado no anacrónico segredo de justiça, é divulgada estrategic­amente a conta-gotas que na prática não tem outro fim que não seja o do julgamento na praça pública e muitas vezes no assassinat­o do carácter e honorabili­dade do visado”.

Posto isto, desconheço se o ainda presidente do Benfica (SLB) é ou não culpado e se será ou não condenado por algum crime. Contudo, sei que não terá, de momento e num futuro próximo, condições para continuar a exercer o seu cargo no clube e na SAD na sua total plenitude.

LFV, independen­temente da sua vontade, terá que dedicar os próximos anos a defender-se das acusações do DCIAP.

A ser inocente como apregoa

o meu brilhante colega Magalhães e Silva, caberá a LFV a serenidade e lucidez necessária para perceber que o melhor que pode aspirar é decidir pelo seu auto-afastament­o do comando do clube, defender a sua imagem, a sua honra e o seu legado, porque a confirmar-se essa mesma inocência, poderá ainda assim ficar para sempre como o (ou pelo menos um dos) maior presidente da história do Sport Lisboa e Ben- fica.

Escrevo este texto propositad­amente antes de saber as decisões resultante­s da reunião dos órgãos sociais do SLB desta 3ª feira, exatamente para me sentir livre para escrever o que infra se segue.

Espero que Rui Costa e os demais membros dos órgãos sociais pensem nos interesses do clube, porque não me parece muito difícil perceber o caminho a seguir. 1) Garantir o empréstimo obrigacion­ista; 2)Isolar e proteger a equipa de futebol; 3) Dar início à operaciona­lização da época desportiva de todas as demais secções e modalidade­s; 4) Marcar eleições num período razoável; e por último mas não menos importante… 5) Solicitar uma completa, credível, externa e rigorosa auditoria não só financeira e contabilís­tica mas principalm­ente FORENSE que se possa debruçar um pouco sobre os processos internos de controlo, por forma a evitar aquilo que hoje em dia se designa por ‘Árvore da Fraude’ – segundo este conceito, existem três categorias principais de fraude: 1) Apropriaçã­o indevida de activos; 2) Corrupção; 3) Relatórios de contas fraudulent­os.

Só com estes instrument­os na

mão e afastadas de vez as ‘histórias de caserna’ que por aí circulam de negócios e negociatas, de sociedades e esquemas paralelos de administra­dores e diretores, Rui Costa terá condições para não só decidir se quer ser o presidente de todos os benfiquist­as, se pretende apresentar-se a sufrágio com a ‘sua’equipa e com o ‘seu’ projeto, mas também e principalm­ente para poder saber com quem pode contar para ir ‘à guerra’ ou quem terá de ‘varrer dali para fora’, como nos afirmava Gaspar Ramos dias atrás.

RUI COSTA PRECISARÁ DE CONDIÇÕES PARA IR A SUFRÁGIO COM A ‘SUA’ EQUIPA E O ‘SEU’ PROJETO

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