Record (Portugal)

RONALDO SEM ESPAÇO ENTRE OS MELHORES

Capitão da Seleção Nacional conquista a Bota de Ouro, mas fica fora... do onze ideal

- PEDRO FILIPE PINTO

EURO’2020

A eliminação precoce de Portugal contou mais do que os cinco golos. Mesmo tendo saído da competição nos oitavos de final, Cristiano Ronaldo foi o melhor marcador do Campeonato da Europa, mas isso não chegou para que o português entrasse no onze ideal da prova, que é, como já se adivinhava, dominado pela campeã Itália, que conta com cinco jogadores.

DONNARUMMA ADMITE: “NÃO FESTEJEI PORQUE SÓ PERCEBI QUE TÍNHAMOS VENCIDO QUANDO ELES CORRERAM PARA MIM”

Portugal passou o testemunho e isso está espelhado no onze ideal. Para a baliza, como não podia deixar de ser, foi escolhido o melhor jogador do Euro’2020. Donnarumma foi fulcral ao longo de toda a competição, mas foi nas decisões por penáltis das ‘meias’ e da final que se ‘agigantou’ e ofereceu a vitória à squadra azzurra. Nesse momento, Gigi nem festejou, mas não foi para mostrar frieza... “Não estava a perceber nada. Já estava no chão quando o Jorginho falou, achei que tínhamos perdido. Depois da defesa ao penálti do Saka, só entendi que tínhamos vencido quando vi os meus colegas a correrem na minha direção”, confessou o guardião que, neste onze ideal, tem um autêntico muro à frente. Kyle Walker (melhor jogador da prova para José Mourinho) foi o escolhido para a lateral direita e o azarado Spinazzola (rompeu o tendão de Aquiles esquerdo) para o lado contrário. No meio, Maguire e Bonucci foram os eleitos da UEFA. O meio-campo foi entregue ao campeão Jorginho, a Pedri (melhor jovem da competição) e a Hojbjerg, representa­nte dos dinamarque­ses que tinham vários candidatos a este onze.

Por fim, o trio da frente é formado por Chiesa, que revolucion­ou o ataque italiano, Sterling, a principal figura inglesa, e Lukaku, belga que marcou quatro golos.

Portugal em branco

Ronaldo era a única esperança e, por isso, a sua ausência faz com que esta seja a primeira vez, desde 2000 – com Figo –, que Portugal não tem qualquer representa­nte entre os melhores de um Europeu, com destaque para 2016, quando a Seleção contou com Guerreiro, Rui Patrício, CR7 e Pepe no onze ideal. Estes dois repetiram a presença de 2012. Já em 2008, o central tinha sido o único português, tal como o avançado fora em 2004. Os pioneiros lusos nestas andanças foram João Pinto e Fernando Chalana no Euro’1984.

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GOLEADOR. CR7 marcou cinco golos no Europeu
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