Record (Portugal)

NOVA ÉPOCA AVANÇA SEM SAD

Período será aproveitad­o para definir, juntamente com os sócios, o melhor modelo de gestão

- NUNO BARBOSA*

Gato escaldado de água fria tem medo. O ditado popular encaixa na perfeição na realidade do Beira-Mar, clube que quase desaparece­u do mapa do desporto português às contas de uma gestão danosa da sociedade, feita por Majid Pishyar e Omar Scafuro, que o obrigou a recomeçar do zero, em 2015/16, na 2ª divisão da distrital de Aveiro. Uma má experiênci­a que tem reflexos diretos na decisão tomada pelo atual presidente, Afonso Miranda, de avançar para 2021/22 sem constituir SAD, embora esse passo seja inevitável num futuro próximo, assim consiga dar vida ao objetivo de devolver o clube aos principais campeonato do nosso futebol. “Existirá num momento em que o futebol do Beira-Mar vai ter de se profission­alizar, vai ter de criar uma sociedade. Eu também sou um beiramaren­se marcado

pela última SAD, mas do ponto de vista legal é exigível essa constituiç­ão de uma sociedade para as competiçõe­s profission­ais e, além disso, do ponto de vista financeiro é preciso investimen­to, não vale a pena acharmos que as receitas que temos, as quotizaçõe­s, os patrocínio­s e o apoio municipal são suficiente­s. Chegará um momento em que será preciso dinheiro a sério e não é com estas receitas que temos que vamos consegui-lo, mas isso a seu tempo será discutido pelos sócios”, explica o atual líder da direção, acrescenta­ndo depois: “Temos alguns modelos pensados, mas queremos amadurecer a ideia, partilhar com os sócios e depois, em conjunto, vamos decidir o modelo e o investidor que queremos. À partida, sem perder autonomia.” Admitindo que tem sido procurado por muitos potenciais investidor­es, porque “o Beira-Mar é um clube apetecível”, Afonso Miranda avisa: “Ouvimos toda a gente, mas não nos vendemos, o clube é dos sócios e vamos querer preservar essa autonomia e soberania.”Ainda assim, o presidente reconhece que, quando se der o passo para a constituiç­ão da SAD, o clube poderá não ficar com a maioria do capital social. Por isso, num eventual acordo existirão “linhas vermelhas que impeçam os investidor­es de fazer determinad­as coisas.” E explica-se: “Vamos supor que a SAD, no fim do primeiro ano de exercício, tem um passivo de 300 mil euros, nessa altura o clube terá direito de resgatar por um euro. De resto, a SAD terá que estar em sintonia em relação à escolha do treinador

CRESCIMENT­O PASSARÁ POR CRIAÇÃO DA SOCIEDADE MAS REGRAS SERÃO IMPOSTAS PARA EVITAR PROBLEMAS DO PASSADO

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ESTUDO. Queda na distrital dá tempo pa ara refletir sobre futuro modelo de gestão

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