Record (Portugal)

Duas vitórias e meia

- Luís Pedro Sousa CHEFE DE REDAÇÃO

O desporto português deparou-se ontem com mais dois motivos de celebração. Não foram vitórias plenas, mas, mesmo assim, tiveram uma importânci­a clara e inequívoca. Jorge Fonseca ganhou, finalmente, a primeira medalha para Portugal nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Foi uma proeza notável, é certo, mas que até soube a pouco, como o próprio reconheceu. O judoca nacional, que é o melhor do Mundo na sua categoria, com dois títulos conquistad­os consecutiv­amente, aspirava ao ouro, mas ficou-se pelo bronze, o que constitui, de qualquer forma, o melhor desempenho de um atleta português até à data em tão mediático evento.

O público já pode regressar

aos estádios e será a Supertaça, já amanhã, a marcar o início do ‘velho-novo normal’, que terá depois continuida­de na Allianz Cup, que viu a maior parte dos jogos adiados in extremis para domingo, e nas jornadas inaugurais da Liga. Está em causa 33 por cento da lotação dos estádios, um tónico importantí­ssimo e uma luz ao fundo do túnel no que diz respeito à subsistênc­ia dos clubes e à própria alegria de viver de todos nós.

Rui Costa concedeu

a primeira entrevista como presidente do Benfica. Revelou, de um modo geral, lucidez e determinaç­ão e mostrou ter objetivos claros. Mas, face ao clima de bonomia com que decorreu a conversa, com vários passes para o Maestro (e não o Mágico, como foi dito) fazer o golo, o novo líder dos encarnados não teve acesso a um triunfo pleno. Foi uma meia vitória.

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