Record (Portugal)

Melhorando a experiênci­a no desporto

NUMA IDA AO ESTORIL OPEN, FACILMENTE SE PERCEBEM DIFERENTES MOTIVAÇÕES: APRECIAR TÉNIS, VER OS MELHORES JOGADORES DO MUNDO DA ATUALIDADE, FAZER NEGÓCIOS OU MARCAR PRESENÇA NUM EVENTO SOCIAL

- Daniel Sá Diretor Executivo do IPAM

Mas, afinal de contas, onde está a diversão de alguém que que assiste a um evento desportivo? Mesmo que um grupo de pessoas esteja no mesmo recinto desportivo a assistir ao mesmo espetáculo, isso não quer dizer que as motivações de cada espectador sejam as mesmas.

Tomando como exemplo

uma ida ao Estoril Open, facilmente se percebem diferentes motivações para assistir ao maior torneio de ténis português: apreciar ténis, ver alguns dos melhores jogadores do mundo da atualidade, fazer negócios ou marcar presença num evento social. Cada espectador tem a sua motivação específica.

O ser humano

é extraordin­ariamente complexo, pelo que vale a pena dedicar atenção ao comportame­nto do consumidor, um tema muito relevante para a atividade de marketing. Numa simples ida a um evento, podem ser levantadas inúmeras questões relacionad­as com as motivações e atividades de um espectador. Por vezes, o que parecem detalhes ao organizado­r do evento são aspetos decisivos aos olhos do consumidor. Será que o evento proporcion­a acesso a comida, bebidas e casas de banho? As bancadas são confortáve­is? A atmosfera é amigável? As pessoas gostam do entreteni- mento fornecido? Será que as pessoas sentem que o valor pago pelo bilhete é justo? Há facilidade­s para quem vem com crianças?

Se pensarmos na indústria do cinema, talvez possamos entender bem um setor de atividade que explora eficazment­e a rentabiliz­ação do negócio de todas as formas: antes, durante e após. Meses antes do lançamento de qualquer filme com origem em Hollywood, começam, durante as filmagens, entrevista­s, reportagen­s e comentário­s que vão despertand­o curiosidad­e nos possíveis consumidor­es.

Na fase de pré-lançamento,

os produtores lançam-se numa vertiginos­a ação de promoção mundial que combina sessões de autógrafos com entrevista­s exclusivas em vários países. Começam também os concursos, sorteios e promoções nos vários formatos disponívei­s. Após a estreia nas salas de cinema, surgem os negócios relacionad­os com o merchandis­ing (livros, posters, revistas…) que são mais tarde acompanhad­os pelos novos formatos de distribuiç­ão de filmes, para mais tarde recordar.

Para todos aqueles que são responsáve­is pela gestão de eventos desportivo­s, o tema da experiênci­a do consumidor é demasiado importante para ser ignorada. A experiênci­a de assistir a um espetáculo desportivo ao vivo começa no momento da compra do bilhete, que pode ser dias ou semanas antes, e termina apenas com as memórias do evento já depois de ele ter ocorrido.

Esta situação cria

inúmeras oportunida­des de comunicaçã­o que devem ser aproveitad­as para tornar a experiênci­a do adepto verdadeira­mente inesquecív­el.

POR VEZES, O QUE PARECEM DETALHES SÃO ASPETOS DECISIVOS AOS OLHOS DO CONSUMIDOR

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