Record (Portugal)

LEGADO DE AGOSTINHO

Jovens da Academia Joaquim Agostinho pedalam para serem futuros campeões

- DUARTE GOMES

Joaquim Agostinho morreu há 40 anos, mas ficará para sempre na memória dos portuguese­s. Ainda hoje é considerad­o o melhor ciclista luso de sempre, que projetou o País além fronteiras, deixando um legado inspirador, perpetuado pela Academia com o seu nome, criada em 2015, em Torres Vedras, que tem como objetivo imortaliza­r o homem e campeão, e formar crianças na paixão pela modalidade.

“Quando os nossos meninos estão a competir, como as pessoas maioritari­amente não sabem os seus nomes, por isso o que lhes vem à mente é nome de Joaquim Agostinho, gritam, ‘Vai Agostinho, vai Agostinho’. Ainda hoje temos manifestaç­ões na estrada que nos deixam arrepiados e que nos fazem sentir o campeão entre nós”, referiu a Record Carla Domingues, diretora da Academia.

A localidade para a criação da academia não podia ser melhor. “Como Torres Vedras é uma terra de ciclismo e de ciclistas, fazia sentido termos uma academia de formação em ciclismo”, explica a responsáve­l.

Na sua origem, a Academia Joaquim Agostinho tinha desde o escalão de escolas (dos 5 aos 14 anos) a masters, passando por cadetes, juniores, sub-23 e uma equipa feminina. Mas a pandemia pôs travão ao cresciment­o da instituiçã­o. Nos últimos dois anos e meio voltou a ganhar novo impulso. “Voltámos a formar e em 2025 já vamos ter a primeira fornada de cadetes pós-pandemia”, revela Carla Domingues. A Academia Joaquim Agostinho conta nas fileiras com 22 atletas inscritos, 15 dos quais estão na competição, mas esse número pode crescer já amanhã. Carla Domingues revelou uma das iniciativa­s: “A exemplo do que fazemos várias vezes no ano, este sábado, vamos ter um open day com 11 crianças que vêm experiment­ar e normalment­e mais de 50 por cento das crianças que vêm acabam por ficar.” A Academia Joaquim Agostinho já ajudou a formar campeões, alguns consagrado­s no pelotão internacio­nal. Dos jovens valores, destacam-se nomes como os de Daniel Dias, Diogo Narciso, Francisco Morais, Iúri Leitão e Tiago Leal, entre muitos outros.

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“QUANDO OS NOSSOS MENINOS ESTÃO A COMPETIR AINDA HOJE GRITAM, ‘VAI AGOSTINHO’”, DIZ A DIRETORA CARLA DOMINGOS

 ?? ?? TOMÁS FERREIRA (12 ANOS) “Grande representa­nte de Portugal. Ficava muito feliz se um dia alcançasse as vitórias de Joaquim Agostinho.” ALEXANDRE ROCHA (13 ANOS) “Começou a treinar tarde, mas tornou-se num grande ciclista. Eu comecei mais cedo, gostava muito de ser como ele.” AFONSO BATISTA (11 ANOS) “Era um bom ciclista e um bom homem. Gostava de ganhar etapas de montanha em grandes voltas como ele ganhou.” GUILHERME FEIJÃO (10 ANOS) “Conquistou muitas vitórias no estrangeir­o e em Portugal. É um ídolo, vou treinar para tentar seguir o seu exemplo.”
FORMAÇÃO. Futuros campeões têm Agostinho como referência e inspiração SALVADOR DANIEL (13 ANOS) “Foi dos melhores do mundo nas corridas de bicicleta. O meu sonho era vir a ser como ele. É um dos ciclistas que mais gosto.”
TOMÁS FERREIRA (12 ANOS) “Grande representa­nte de Portugal. Ficava muito feliz se um dia alcançasse as vitórias de Joaquim Agostinho.” ALEXANDRE ROCHA (13 ANOS) “Começou a treinar tarde, mas tornou-se num grande ciclista. Eu comecei mais cedo, gostava muito de ser como ele.” AFONSO BATISTA (11 ANOS) “Era um bom ciclista e um bom homem. Gostava de ganhar etapas de montanha em grandes voltas como ele ganhou.” GUILHERME FEIJÃO (10 ANOS) “Conquistou muitas vitórias no estrangeir­o e em Portugal. É um ídolo, vou treinar para tentar seguir o seu exemplo.” FORMAÇÃO. Futuros campeões têm Agostinho como referência e inspiração SALVADOR DANIEL (13 ANOS) “Foi dos melhores do mundo nas corridas de bicicleta. O meu sonho era vir a ser como ele. É um dos ciclistas que mais gosto.”

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