Northgard

UM JO­GO DE COLONIZAÇÃO EM QUE SE TEM DE TER CUIDADO COM A AL­TU­RA DO ANO.

Revista PCGuia Play - - ÍNDICE - Pedro Tróia

Qu­em gos­tou de Set­tlers ou Age of Em­pi­res de cer­te­za que tam­bém vai gostar de Northgard. A his­tó­ria des­te jo­go de cons­tru­ção e ges­tão de re­cur­sos é se­me­lhan­te à de Set­tlers 2. Con­tu­do, em vez de ro­ma­nos que che­gam a uma ter­ra es­tra­nha e têm de cons­truir uma ci­vi­li­za­ção no­va, quase do ze­ro, con­tro­la­mos um clã de vi­kings que têm de fu­gir de um vi­lão e que aca­bam nu­ma no­va ter­ra cha­ma­da Northgard.

Ao con­trá­rio de ou­tros jogos em que Northgard se ins­pi­rou, além dos re­cur­sos que se têm de ge­rir, co­mo a co­mi­da e as ma­té­ri­as pri­mas que ser­vem pa­ra cons­truir ca­sas e ar­mas, há que pla­ne­ar pa­ra o In­ver­no. Nes­sa al­tu­ra, to­da a pro­du­ção abran­da: há me­nos co­mi­da e me­nos madeira.

Se, du­ran­te o In­ver­no, es­tes re­cur­sos che­ga­rem a um pon­to de es­cas­sez crí­ti­co, os nos­sos vi­kings po­dem fi­car des­con­ten­tes, do­en­tes e mor­rer.

CO­MO FUN­CI­O­NA?

Quan­do co­me­ça uma no­va área, tem-se ape­nas uma casa que é a ba­se de tu­do; depois, po­dem cons­truir-se ou­tros edi­fí­ci­os que per­mi­tem a cri­a­ção de ele­men­tos es­pe­ci­a­li­za­dos, co­mo os ex­plo­ra­do­res que vão des­ven­dan­do os ce­ná­ri­os, guerreiros, co­mer­ci­an­tes, mé­di­cos, le­nha­do­res, mi­nei­ros e ou­tros. Os ma­pas es­tão di­vi­di­dos em zo­nas: ca­da uma de­las é ca­paz de al­ber­gar um nú­me­ro li­mi­ta­do de edi­fí­ci­os e, quan­do se che­ga ao li­mi­te, tem de se ane­xar a se­guin­te e, as­sim, au­men­tar a área da nos­sa ci­da­de. Pa­ra ane­xar uma

zo­na no­va há que, em pri­mei­ro lu­gar, lim­pá-la de ini­mi­gos (se­jam eles ani­mais sel­va­gens ou ou­tras cri­a­tu­ras que nos quei­ram ata­car) e depois ter co­mi­da su­fi­ci­en­te pa­ra ane­xar o no­vo ter­ri­tó­rio.

A co­mi­da po­de ser ob­ti­da atra­vés dos ope­rá­ri­os não es­pe­ci­a­li­za­dos que an­dam à pro­cu­ra de­la em ca­da ter­ri­tó­rio, mas tam­bém atra­vés da caça, pes­ca ou a cons­tru­ção de quin­tas. Es­tas úl­ti­mas só po­dem ser cons­truí­das em sí­ti­os es­pe­cí­fi­cos que não exis­tem em to­das as zo­nas ou ter­ri­tó­ri­os. To­dos os ele­men­tos da nos­sa tri­bo são cri­a­dos co­mo ope­rá­ri­os não es­pe­ci­a­li­za­dos; pa­ra os atri­buir a fun­ção es­pe­cí­fi­ca cli­ca-se em ci­ma de­les e, depois, no edi­fí­cio cor­res­pon­den­te com o bo­tão di­rei­to do ra­to. Se qui­ser que, por exemplo, um gu­er­rei­ro se­ja não es­pe­ci­a­li­za­do ou­tra vez, te­rá de cli­car em ci­ma de­le e, depois, em ci­ma da casa prin­ci­pal

do po­vo­a­do ou de uma casa de ha­bi­ta­ção. Depois po­de atri­buir ou­tra fun­ção a es­se ele­men­to. Ao con­trá­rio do que acon­te­cia com Set­tlers, em que se tinha de ter cuidado em ten­tar re­por os re­cur­sos co­mo a madeira, es­tes, em Northgard, são in­fi­ni­tos (ti­ran­do as mi­nas), por is­so não tem de se pre­o­cu­par em cor­tar as ár­vo­res to­das, ca­çar ve­a­dos ou pes­car.

INI­MI­GOS

Em Northgard exis­tem vá­ri­os ti­pos de ini­mi­gos, co­mo ani­mais sel­va­gens, mor­tos vi­vos (mais di­fí­ceis de eli­mi­nar) e ain­da os clãs. Pa­ra se de­fen­der dos ata­ques, ou con­quis­tar mais ter­ri­tó­rio, exis­tem vá­ri­os ti­pos di­fe­ren­tes de sol­da­dos, ca­da um com ha­bi­li­da­des es­pe­cí­fi­cas. Exis­tem tam­bém os he­róis, mem­bros prin­ci­pais dos clãs, que têm ha­bi­li­da­des es­pe­ci­ais e que são, nor­mal­men­te, mais fortes que os sol­da­dos co­muns. A jogabilidade de Northgard é sim­pli­cís­si­ma: tu­do se con­tro­la uni­ca­men­te atra­vés do ra­to. Os grá­fi­cos são sim­ples, mas efi­ca­zes, e têm aque­le as­pec­to de ani­ma­ção ‘cell sha­ding’ que me agra­da par­ti­cu­lar­men­te. Fran­ca­men­te, a his­tó­ria de Northgard é se­cun­dá­ria - tra­ta-se ape­nas de um pre­tex­to pa­ra se es­tar na­que­le sí­tio. Os vi­kings po­di­am ser mar­ci­a­nos ou ex­plo­ra­do­res por­tu­gue­ses, não im­por­ta, porque são per­so­na­gens com­ple­ta­men­te va­zi­os, sem ca­ris­ma. Se gos­ta des­te jo­go, su­ge­ri­mos:

Set­tlers 2, Age of Em­pi­res II HD, Ci­vi­li­za­ti­on

Os ma­pas es­tão di­vi­di­dos em zo­nas: ca­da uma de­las é ca­paz de al­ber­gar um nú­me­ro li­mi­ta­do de edi­fí­ci­os e, quan­do se che­ga ao li­mi­te, tem de se ane­xar a se­guin­te.

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