NU­NO ROGEIRO

Sábado - - SUMÁRIO -

Há 100 anos, a 11 de No­vem­bro, aca­ba­va a pri­mei­ra guer­ra civil eu­ro­peia do sé­cu­lo XX. Ou­tra es­ta­ria à es­prei­ta. Na ver­da­de, o tra­ta­do de paz só che­gou em Ju­nho de 1919, e a sua im­per­fei­ção era uma re­cei­ta pa­ra a ca­tás­tro­fe. Por ou­tro la­do, a Rús­sia trans­for­ma­va-se em URSS, e a sua lu­ta fra­tri­ci­da (1917-22) cau­sou mais mor­tos do que o con­fli­to de 14-18. Mas a parada da Ave­ni­da da Li­ber­da­de foi uma jus­ta recordação, com o eco das ar­mas su­bor­di­na­do à reconciliação dos an­ti­gos ini­mi­gos. É tam­bém dis­so que pre­ci­sa­mos, em me­mó­ria dos mi­li­ta­res que cri­a­ram Por­tu­gal: um ar­mis­tí­cio con­nos­co mes­mos.

Em vez dis­so, no ca­so de po­lí­cia que é Tancos, te­mos uma cam­pa­nha mi­se­rá­vel de pas­sa-cul­pas.

Po­li­tó­lo­go Nu­no Rogeiro nro­gei­ro@gmail.com

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