O ul­ti­ma­to ao Rei­no Uni­do

Sábado - - OPINIÃO -

Uma União Eu­ro­peia cla­ra­men­te em cri­se e de­ca­dên­cia re­sol­veu em­per­ti­gar-se com os in­gle­ses e apre­sen­tar-lhes um acor­do que sa­be que a se­nho­ra May, pri­mei­ra-mi­nis­tra in­gle­sa, tem mui­to pou­cas opor­tu­ni­da­des de con­se­guir que pas­se no Parlamento. O Rei­no Uni­do fi­ca as­sim con­de­na­do ou a acei­tar mui­tas re­gras que os de­fen­so­res do Bre­xit con­si­de­ram ina­cei­tá­veis e uma vi­o­la­ção do sen­ti­do da votação po­pu­lar, ou ter uma saí­da du­ra que sa­be ser mui­to te­mi­da prin­ci­pal­men­te pe­los in­te­res­ses em­pre­sa­ri­ais in­gle­ses. A ca­pa do Eco­no­mist, con­si­de­ran­do que uma saí­da sem acor­do se­ria se­me­lhan­te a um com­boio a cair de uma fa­lé­sia, é o exem­plo da enor­me pres­são que o es­ta­blish­ment­bri­tâ­ni­co faz a fa­vor de um acor­do que diz ser mau, mas sem­pre me­lhor do que não ha­ver acor­do. Co­mo quem diz, es­tão mal se­ja qual for o re­sul­ta­do, nin­guém os man­dou vo­tar Bre­xit.

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