CHEI­RA ATOURIGA QUEM QUI­SER SEN­TIR A QUE SA­BE A CASTA TIN­TA TEM UMA BOA SO­LU­ÇÃO COM ES­TE FALUA UNOAKED

Correio da Manha - Sexta - - Seleção Nacional -

A O S P O U C O S A M O DA P E G A . D E - P OI S D E ALGU N S EX­CES­SOS DE UTI­LI­ZA­ÇÃO de ma­dei­ras de es­tá­gio nos vi­nhos, vá­ri­os pro­du­to­res aper­ce­bem- se da mais- va­lia da apre­sen­ta­ção de vi­nhos sem pas­sa­gem pe­las bar­ri­cas de car­va­lho. Pa­ra de­ter­mi­na­da ga­ma de vi­nhos, é uma boa ideia.

Co­mo é evi­den­te, nes­ta his­tó­ria há uma cla­ra von­ta­de de ca­val­gar a on­da co­mo es­tra­té­gia de mar­ke­ting, até por­que o cus­to de uma bar­ri­ca no­va no pre­ço fi­nal se­rá de 2 € por gar­ra­fa. Nos tem­pos em que as mar­gens são cur­tas, é di­nhei­ro.

To­da­via, is­to não sig­ni­fi­ca que de­ve­mos de­mo­ni­zar o pa­pel da bar­ri­ca nos vi­nhos. Se é pos­sí­vel fa­zer um gran­de vi­nho bran­co sem ma­dei­ra, o mes­mo j á é qua­se im­pos­sí­vel pa­ra um vi­nho tin­to. Um tin­to pre­ci­sa sem­pre de vi­ver al­guns anos den­tro de uma pi­pa de ma­dei­ra.

Ora, de­pois da ven­da da Falua por João Por­tu­gal Ra­mos ao gru­po fran­cês Roul­li­er, no ano pas­sa­do, os pri­mei­ros vi­nhos da re­gião do Te­jo a che­ga­rem ao mer­ca­do são um bran­co e um tin­to Falua ( o pri­mei­ro de 2017 e o se­gun­do de 2015), am­bos sem ma­dei­ra. O tin­to Unoaked in­te­res­sa- nos por­que aca­ba por ter uma com­po­nen­te di­dá­ti­ca, vis­to que po­de­mos aqui sen­tir to­dos os aro­mas pri­má­ri­os da casta Tou­ri­ga Na­ci­o­nal.

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