PER­SE­GUI­DO TRANS­GRES­SÃO TAR­DIA

AOS 88ANOS, CLINTEASTW­OOD DI­RI­GE E INTERPRETA­ESTA HISTÓRIARE­ALSOBRE UM IDO­SO QUETRANSPO­RTADROGA

Correio da Manha - Sexta - - 7 ª Arte ‘ -

HÁ GÉNIOS QUE RE­SIS­TEM À PRO­VA DE IDA­DE, E DE­VEM SER ELOGIADOS POR IS­SO. O ano co­me­çou co­mum adeus no ci­ne­ma, o de Ro­bert Red­ford no vi­go­ro­so ‘ Um Ca­va­lhei­ro com Ar­ma’. Ago­ra, aos 88 anos,Clint Eastwood mos­tra que ain­da é um pe­so pe­sa­do a ter em con­ta no gran­de ecrã, com a re­a­li­za­ção e interpreta­ção prin­ci­pal de ‘ Cor­reio de Dro­ga’, fil­me já em exi­bi­ção nas sa­las.

O eter­no ‘ Dirty Har­ry’ é um hor­ti­cul­tor que ne­gli­gen­cia a fa­mí­lia e que, na ca­sa dos 90, se vê a bra­ços com a ruí­na do seu ne­gó­cio. A opor­tu­ni­da­de pa­ra ga­nhar di­nhei­ro es­tá no trans­por­te de car­re­ga­men­tos de co­caí­na, mas a en­tra­da no mun­do do cri­me acon­te­ce de for­ma ca­su­al e in­gé­nua, pa­ra quem tem di­fi­cul­da­de em se­guir o ru­mo dos nos­sos di­as.

Clint Eastwood dá hu­ma­nis­mo à fi­gu­ra cen­tral e tam­bém re­ve­la mes­tria na di­re­ção de uma his­tó­ria de trans­gres­são, que é tam­bém uma ca­mi­nha­da pa­ra o abis­mo. Es­cri­to por Nick Schenk, o mes­mo ar­gu­men­tis­ta do so­ber­bo ‘ Gran To­ri­no’, es­te fil­me é um gran­di­o­so re­tra­to so­bre a ve­lhi­ce. E a bus­ca in­ces­san­te pe­la re­den­ção.

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