“O ROCK NÃO É UM MA­NU­AL PARAAVIDA”

GARY LIGHTBODY FA­LA DAS NO­VAS CAN­ÇÕES E DA DE­PRES­SÃO QUE VI­VEU OSSNOWPATR­O LA PRESENTAM AMA­NHÃ NO CAM­PO PE­QUE­NO, EM LIS­BOA, O NO­VO DIS­CO:‘ WILDNESS’

Correio da Manha - Sexta - - O Caminho Das Estrelas -

Vo­cês es­tão de re

1 gres­so a Por­tu­gal pa­ra to­ca­rem ama­nhã no Cam­po Pe­que­no. Co­mo es­tá a cor­rer es­ta di­gres­são eu­ro­peia e o que po­dem adi­an­tar so­bre este con­cer­to em Lis­boa?

Os es­pe­tá­cu­los na Europa es­tão a cor­rer mui­to bem até ago­ra e es­ta­mos an­si­o­sos pa­ra vol­tar a Por­tu­gal. A gran­de di­fe­ren­ça é que ain­da só to­cá­mos em fes­ti­vais e este se­rá o nos­so pri­mei­ro con­cer­to em no­me pró­prio com este no­vo dis­co. Ain­da em ju­lho do ano pas­sa­do to­ca­ram no NOS Ali­ve. Guar­dam al­gu­ma lem­bran­ça em es­pe­ci­al des­sa noi­te?

Foi mui­to di­ver­ti­do. A mul­ti­dão es­ta­va eu­fó­ri­ca. Há mui­to tem­po que es­tá­va­mos sem vir a Por­tu­gal e por is­so nem sa­bía­mos mui­to bem o que es­pe­rar, mas a re­ce­ção foi gran­di­o­sa.

O que co­nhe­ce so­bre o País e a mú­si­ca por­tu­gue­sa?

A mai­or par­te dos meus co­nhe­ci­men­tos do Mun­do vêm da mi­nha pai­xão por his­tó­ria, des­por­to e mú­si­ca, por is­so co­nhe­ço um pou­co da his­tó­ria por­tu­gue­sa e do im­pac­to da sua ex- pan­são e aven­tu­ra. De­pois co­nhe­ço a se­le­ção na­ci­o­nal por­tu­gue­sa. Gos­to mui­to de fu­te­bol, a mi­nha equi­pa é o Man­ches­ter Uni­ted e du­as das pes­so­as mais fa­mo­sas que pas­sa­ram pe­lo meu clu­be são por­tu­gue­sas: Cris­ti­a­no Ro­nal­do e Jo­sé Mou­ri­nho. Quan­to a mú­si­ca, co­nhe­ço o fado, que é lin­do. Este re­gres­so a Por­tu­gal tem co­mo pre­tex­to a apre­sen­ta­ção do vos­so mais re­cen­te dis­co ‘ Wildness’, cu­ri­o­sa­men­te o ál­bum que mais tem­po de­mo­ra­ram a gra­var, se­te anos. Porquê tan­to tem­po?

É uma lon­ga his­tó­ria. Eu ti­ve de re­sol­ver um mon­te de coi­sas na mi­nha vi­da an­tes que pu­des­se co­me­çar a es­cre­ver. E foi is­so que de­mo­rou mais. O ál­bum em si, no tem­po to­tal gas­to no es­tú­dio, foi mais ou me­nos de 6 me­ses.

É ver­da­de que pas­sou por um blo­queio cri­a­ti­vo pa­ra fa­zer este no­vo ál­bum?

Eu di­ria que hou­ve um blo­queio de vi­da pa­ra este dis­co. Eu es­ta­va a es­cre­ver mui­tas can­ções ( es­cre­vi 600 mú­si­cas pa­ra o ál­bum), mas não con­se­guia des­co­brir o que que­ria. Ti­ve de re­sol- ver a mi­nha vi­da pri­mei­ro e vol­tar a sen­tir- me me­lhor.

É pú­bli­co que en­fren­tou al­guns pro­ble­mas de de­pres­são e al­co­o­lis­mo. Já que to­das as le­tras fo­ram es­cri­tas

“SEI DO IM­PAC­TO QUE TE­VE A EX­PAN­SÃO

E A AVEN­TU­RA POR­TU­GUE­SA NO MUN­DO”

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