A net, ma­ra­vi­lho­sa e pe­ri­go­sa sel­va

SI­TE FE­CHA­DO, SI­TES FRAU­DU­LEN­TOS… E GO­VER­NOS APROVEITAM

Correio da Manha - Sexta - - Tv Imagens Da Semana - POR EDU­AR­DO CIN­TRA TOR­RES TEX­TO ES­CRI­TO COM A AN­TI­GA GRAFIA

Em Por­tu­gal ope­ram 890 si­tes pro­pí­ci­os à frau­de e ou­tros cin­co mil sus­pei­tos. A In­ter­net é a nos­sa oi­ta­va ma­ra­vi­lha, mas pe­la sua ubi­qui­da­de e dis­tân­cia en­tre uti­li­za­do­res ex­po­nen­cia a al­dra­bi­ce, tão ve­lha nes­te mun­do co­mo o co­mér­cio.

O You­Tu­be fe­chou o ca­nal Te­am Stra­da, sob inqué­ri­to do Mi­nis­té­rio Pú­bli­co, por pôr me­no­res em ris­co. Di­fí­cil dis­cor­dar. Mas, ó in­dig­na­dos do cos­tu­me, des­ta vez não gri­tam “pre­sun­ção de ino­cên­cia”? Ou ela é só pa­ra po­lí­ti­cos sob in­ves­ti­ga­ção?

Os ca­nais de te­le­vi­são e to­dos nós es­ti­ve­mos dois di­as sem co­nhe­cer as au­di­ên­ci­as por “pro­ble­ma téc­ni­co” na GfK. Pa­ra os que vi­vem da pu­bli­ci­da­de, é co­mo se fos­sem lo­jas que ao fim do dia não sa­bem quan­to ven­de­ram.

Pa­ra to­dos os ca­nais, des­co­nhe­cer as au­di­ên­ci­as é vi­ver sem uma das prin­ci­pais fer­ra­men­tas do seu tra­ba­lho. Co­mo os me­dia po­pu­la­res pre­ten­dem vol­tar a dar ao pú­bli­co o que pú­bli­co gos­tou de ver, a au­sên­cia des­ta in­for­ma­ção foi gra­ve.

Jo­sé Edu­ar­do Mo­niz foi afas­ta­do da TVI, on­de ti­nha um pa­pel am­bí­guo de con­sul­tor que man­da­va, e re­me­ti­do pa­ra a Plu­ral, pro­du­to­ra das no­ve­las do ca­nal, on­de fi­ca­rá a ma­ri­nar mais um ano. O ca­mi­nho das pedras da TVI co­me­ça com ca­be­ças a ro­lar.

O mi­nis­tro Ca­bri­ta, que já lu­ta­ra pe­lo con­tro­le do mi­cro­fo­ne nu­ma au­di­ção no par­la­men­to, ati­rou-se ago­ra ao mi­cro­fo­ne dum jor­na­lis­ta que lhe pôs uma per­gun­ta que lhe de­sa­gra­da­va. Sem­pre o mes­mo: só gos­tam de pés de mi­cro­fo­nes, sem per­gun­tas.

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