EN­CAN­TA­DA POR SER A BE­LA INÊS

Mar­ga­ri­da Vi­la-No­va AO LA­DO DE JO­SÉ NE­VES, A ATRIZ É PRO­TA­GO­NIS­TA DA PE­ÇA `REI­NAR DE­POIS DE MOR­RER', DO ESPANHOL LUIS VÉ­LEZ DE GU­E­VA­RA

Correio da Manha - Sexta - - Tv Êxito Teatro -

Mar­ga­ri­da Vi­la-No­va ad­mi­te que quan­do foi con­vi­da­da pa­ra ser Inês de Cas­tro nos pal­cos fi­cou sur­pre­en­di­da. Mas a im­por­tân­cia da per­so­na­gem, a be­le­za do tex­to e a opor­tu­ni­da­de de tra­ba­lhar – pe­la pri­mei­ra vez na sua car­rei­ra – com a Com­pa­nhia de Te­a­tro de Al­ma­da, fi­ze­ram com que acei­tas­se o con­vi­te. De ca­ras. Em ‘Rei­nar de­pois de Mor­rer’, do dra­ma­tur­go espanhol Luis Vé­lez de Gu­e­va­ra, ela in­ter­pre­ta, ao la­do do ator Jo­sé Ne­ves e a par­tir de ho­je, no Te­a­tro Mu­ni­ci­pal Jo­a­quim Be­ni­te, uma das mais be­las his­tó­ri­as de amor ja­mais con­ta­das.

“É uma his­tó­ria com a qual cres­ce­mos e que faz par­te do nos­so ima­gi­ná­rio”, diz a atriz à re­vis­ta ‘Sex­ta’. “Não es­pe­ra­va vir a in­ter­pre­tar Inês, mas sin­to-me li­son­je­a­da e fe­liz com a opor­tu­ni­da­de. Além de que gos­to mui­to da com­pa­nhia e do di­re­tor, Ro­dri­go Fran­cis­co. Sou uma pri­vi­le­gi­a­da.”

A pe­ça, es­cri­ta por um au­tor do sé­cu­lo de ou­ro espanhol (Gu­e­va­ra nas­ceu em 1579 e mor­reu em 1644), mostra como o poder ti­râ­ni­co pode des­truir um in­di­ví­duo e co­lo­ca a pu­re­za de Inês contra a po­dri­dão de uma cor­te cor­rom­pi­da pe­la am­bi­ção. “É um cli­ché di­zer-se is­to, mas te­nho de o di­zer: to­do o pro­ces­so de cons­tru­ção do es­pe­tá­cu­lo foi um pra­zer”, ga­ran­te Mar­ga­ri­da Vi­la-No­va. “O elen­co é de uma enor­me ge­ne­ro­si­da­de e o en­ce­na­dor (o espanhol Ig­na­cio Gar­cía), de uma gran­de ama­bi­li­da­de”, acres­cen­ta.

As mai­o­res di­fi­cul­da­des en­con­tra­das no pro­ces­so fo­ram fí­si­cas: o ce­ná­rio re­pro­duz uma es­pé­cie de cir­cui­to pa­ra a prá­ti­ca do ska­te e o tex­to é di­to em ver­so. “Fo­ram os mai­o­res de­sa­fi­os des­ta pro­du­ção, que pen­so que vai agra­dar a to­do o pú­bli­co.”

“O ELEN­CO É DE UMA ENOR­ME GE­NE­RO­SI­DA­DE E O EN­CE­NA­DOR (IG­NA­CIO GAR­CÍA) DE UMA GRAN­DE AMA­BI­LI­DA­DE”

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