Fei­ra em Bo­ti­cas

POR­CO É REI EM EVEN­TO GASTRONÓMI­CO DA VI­LA BARROSÃ

Correio da Manha - Sexta - - A Semana Começa À Sexta -

As mais de du­as dé­ca­das de ex­pe­ri­ên­cia tor­na­ram a Fei­ra Gastronómi­ca do Por­co de Bo­ti­cas num cer­ta­me de re­no­me que, de­vi­do à sua lo­ca­li­za­ção, tam­bém atrai mui­tos es­pa­nhóis. Acon­te­ce na vi­la barrosã des­de 1988, no se­gun­do fim de se­ma­na de ja­nei­ro, e ofe­re­ce pro­du­tos en­dó­ge­nos, ex­pe­ri­ên­ci­as gas­tro­nó­mi­cas úni­cas e ati­vi­da­des cul­tu­rais.

Na sua 22.ª edi­ção, to­dos aque­les que pre­ten­dam de­li­ci­ar-se com o que de me­lhor o mu­ni­cí­pio e a re­gião têm pa­ra ofe­re­cer con­tam com mais um dia de fei­ra. As­sim, es­te ano a ini­ci­a­ti­va de­cor­re en­tre os di­as 9 e 12 no Pa­vi­lhão Mu­ni­ci­pal de Bo­ti­cas.

Even­to or­ga­ni­za­do pe­lo mu­ni­cí­pio, em con­jun­to com a em­pre­sa in­ter­mu­ni­ci­pal EHATB, tem con­quis­ta­do um lu­gar de des­ta­que en­tre os cer­ta­mes re­a­li­za­dos no Nor­te e na re­gião do Al­to Tâ­me­ga.

Es­ta é uma opor­tu­ni­da­de pa­ra meia cen­te­na de pro­du­to­res es­co­a­rem o re­sul­ta­do de um ano de tra­ba­lho, tor­nan­do-se um im­por­tan­te ren­di­men­to ex­tra pa­ra a mai­o­ria das fa­mí­li­as. En­tre o le­que de pro­du­tos com ori­gem em Bo­ti­cas conta-se o fu­mei­ro, os en­chi­dos, o pre­sun­to, to­dos ele­men­tos di­fe­ren­ci­a­do­res de um ter­ri­tó­rio que é Pa­tri­mó­nio Agrí­co­la Mundial.

Os mais de 70 mil vi­si­tan­tes que to­dos os anos se des­lo­cam ao cer­ta­me têm à sua dis­po­si­ção mais de 40 to­ne­la­das de fu­mei­ro. Co­mo re­sul­ta­do, tu­do is­to tra­duz-se num vo­lu­me de ne­gó­ci­os de meio mi­lhão de eu­ros.

`VI­NHO DOS MOR­TOS'

A fei­ra é tam­bém co­nhe­ci­da pe­la sua com­po­nen­te gastronómi­ca e pe­las tas­qui­nhas tra­di­ci­o­nais. Nes­te es­pa­ço, os res­tau­ran­tes apre­sen­tam al­guns dos me­lho­res pra­tos típicos da re­gião, con­fe­ci­o­na­dos à ba­se de car­ne de por­co e en­chi­dos, acom­pa­nha­dos por vi­nhos re­gi­o­nais, en­tre eles o ‘Vi­nho dos Mor­tos’. Es­ta é uma his­tó­ria que nos re­me­te pa­ra 1808. Quan­do os fran­ce­ses in­va­di­ram a re­gião, o po­vo, com me­do que lhes pi­lhas­sem os bens, es­con­deu o que con­se­guiu. Des­te mo­do, o vi­nho foi en­ter­ra­do no chão das ade­gas, de­bai­xo de pi­pas e dos la­ga­res. Mais tar­de, quan­do foi recuperado, jul­ga­ram-no es­tra­ga­do. Po­rém, des­co­bri­ram que es­ta­va mui­to mais sa­bo­ro­so, pois ti­nha ad­qui­ri­do pro­pri­e­da­des no­vas. Por ter si­do en­ter­ra­do fi­cou a de­sig­nar-se por ‘Vi­nho dos Mor­tos’ e pas­sou a uti­li­zar-se es­ta téc­ni­ca.

Já na zo­na ex­te­ri­or do pa­vi­lhão po­de sa­bo­re­ar ou­tros ti­pos de pe­tis­cos lo­cais. Aqui, des­ta­que pa­ra o ham­búr­guer no pão fei­to com car­ne de vi­te­la barrosã, um pro­du­to de­ten­tor do se­lo de De­no­mi­na­ção de Ori­gem Pro­te­gi­da.

Tal co­mo em anos an­te­ri­o­res, o cer­ta­me conta com mais de três de­ze­nas de stands de ven­da de ou­tros pro­du­tos ali­men­ta­res e ar­te­sa­na­to.

OPOR­TU­NI­DA­DE PA­RA PRO­VAR PRA­TOS TÍPICOS

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