ES­CO­LA SAGRES LE­VA JOIA

1600 LI­TROS DE `TOR­NA VI­A­GEM' DA JOSÉ MA­RIA DA FON­SE­CA SE­GUEM A BOR­DO DO NA­VIO-ES­CO­LA `SAGRES'. RE­GRES­SO ES­TÁ PRE­VIS­TO PA­RA 10 DE JA­NEI­RO DE 2021

Correio da Manha - Sexta - - A Semana Começa À Guia Do Lazer -

Dois cas­cos de 600 li­tros e um ou­tro de 400 de Mos­ca­tel de Se­tú­bal José Ma­ria da Fon­se­ca se­guem vi­a­gem a bor­do do Na­vio-Es­co­la ‘Sagres’ nu­ma vi­a­gem à vol­ta do Mundo. In­cluí­da no Pro­gra­ma de Co­me­mo­ra­ções do V Cen­te­ná­rio da Cir­cum-Na­ve­ga­ção Fer­não de Ma­ga­lhães/El­ca­no, tem a du­ra­ção de 371 di­as e per­cor­re 20 paí­ses em cin­co con­ti­nen­tes.

A vi­a­gem, com re­gres­so a Lisboa pre­vis­to pa­ra 10 de ja­nei­ro de 2021, pre­ten­de ava­li­ar a in­fluên­cia da vi­a­gem no Mos­ca­tel de Se­tú­bal. Com es­se ob­je­ti­vo, a José Ma­ria da Fon­se­ca com­pa­ra as ‘tes­te­mu­nhas’, cas­cos de Mos­ca­tel de Se­tú­bal das mes­mas co­lhei­tas que per­ma­ne­ce­ram na ade­ga, com os mos­ca­téis que vi­a­ja­ram.

Do­min­gos So­a­res Fran­co, vi­ce-pre­si­den­te e enó­lo­go da JMF, ex­pli­ca que “ca­da vi­a­gem é úni­ca e ir­re­pe­tí­vel, as al­te­ra­ções brus­cas de tem­pe­ra­tu­ra, o ba­lan­ço do mar e a sa­li­ni­da­de atri­bu­em ca­rac­te­rís­ti­cas ím­pa­res ao vi­nho, mas in­va­ri­a­vel­men­te ele re­gres­sa mais com­ple­xo, re­don­do e ave­lu­da­do, acen­tu­an­do o ca­rá­ter úni­co do nos­so Mos­ca­tel de Se­tú­bal ‘Tor­na Vi­a­gem’”.

HIS­TÓ­RIA REMONTA AO SÉC. XIX

As ex­pe­ri­ên­ci­as ‘Tor­na Vi­a­gem’ per­ma­ne­cem de­pois, por lon­gos anos, nas caves da José Ma­ria da Fon­se­ca até che­ga­rem ao mer­ca­do. A sua his­tó­ria remonta ao sé­cu­lo XIX e é pa­tri­mó­nio his­tó­ri­co da em­pre­sa. Na épo­ca em que na­vi­os cru­za­vam os ma­res fa­zen­do to­do o ti­po de co­mér­cio, era co­mum le­va­rem à con­sig­na­ção cas­cos de Mos­ca­tel de Se­tú­bal. Os co­man­dan­tes, que re­ce­bi­am uma co­mis­são pe­lo que ven­di­am, nem sem­pre os con­se­gui­am co­mer­ci­a­li­zar na to­ta­li­da­de. Na vol­ta a Por­tu­gal, de­pois do périplo, em que se sub­me­ti­am a di­ver­sos cli­mas e sig­ni­fi­ca­ti­vas va­ri­a­ções de tem­pe­ra­tu­ra, os cas­cos eram de­vol­vi­dos à Ca­sa Mãe.

CON­DI­ÇÕES DA VI­A­GEM ATRI­BU­EM CA­RAC­TE­RÍS­TI­CAS ÚNI­CAS AO VI­NHO

Em 2000, a José Ma­ria da Fon­se­ca re­to­mou com re­gu­la­ri­da­de as vi­a­gens com cas­cos de Mos­ca­tel de Se­tú­bal. Es­ta é a oi­ta­va ex­pe­ri­ên­cia

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