LI­VROS QUE NÃO DEIXAM ES­QUE­CER

ES­TI­MA-SE QUE NO MAIS FA­MO­SO CAM­PO DE CON­CEN­TRA­ÇÃO DA SEGUNDA GUER­RA MUN­DI­AL TE­NHAM MOR­RI­DO CER­CA DE TRÊS MILHÕES DE PESSOAS, NA SUA MAI­O­RIA JU­DEUS. AS HIS­TÓ­RI­AS DE VI­DA, MOR­TE E SO­BRE­VI­VÊN­CIA SÃO UM MANANCIAL QUE CON­TI­NUA A INS­PI­RAR ES­CRI­TO­RES

Correio da Manha - Sexta - - ÊXITO LEITURAS - POR JOÃO BÉNARD GAR­CIA

Fez 75 anos no pas­sa­do dia 27 de ja­nei­ro que as tro­pas rus­sas en­tra­ram pe­los por­tões do cam­po de con­cen­tra­ção na­zi de Aus­chwitz-Bir­ke­nau, no sul da Po­ló­nia, e li­ber­ta­ram milhares de ju­deus que es­ta­vam condenados ao mes­mo fim que os cer­ca de 3 milhões de pessoas que por ali pas­sa­ram: à mor­te por ga­sei­fi­ca­ção (2,5 milhões), fo­me, tra­ba­lhos for­ça­dos, do­en­ças e às mãos de ci­en­tis­tas que com eles fi­ze­ram ex­pe­ri­ên­ci­as. KL Aus­chwitz era um dos mai­o­res cam­pos de ex­ter­mí­nio cri­a­dos pelo re­gi­me er­gui­do pe­los na­zis e que fun­ci­o­na­va, des­de 1940, em re­de com ou­tros cam­pos es­pa­lha­dos pelo Terceiro Rei­ch. So­bre es­te cam­po de con­cen­tra­ção, e o holocausto que ali ocor­reu, fo­ram escritos cen­te­nas de li­vros e pro­du­zi­dos milhares de tra­ba­lhos ci­en­tí­fi­cos . Re­cen­te­men­te, um gru­po de his­to­ri­a­do­res ira­ni­a­nos co­lo­cou em dú­vi­da a ve­ra­ci­da­de do que se pas­sou nes­tes cam­pos de con­cen­tra­ção. Mas os li­vros que a ‘Sex­ta’ su­ge­re nes­tas pá­gi­nas não deixam es­que­cer o hor­ror ali vi­vi­do.

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