“QUE­RE­MOS HON­RAR O PAÍS”

A DOIS ME­SES DE REPRESENTA­REM POR­TU­GAL NA EUROVISÃO, COM O TE­MA `ME­DO DE SEN­TIR', AS JO­VENS MOS­TRAM-SE FE­LI­ZES COM A NO­VA CONQUISTA. “ES­TA NO­VA GE­RA­ÇÃO TEM MUI­TO PA­RA DAR”, ASSEGURAM

Correio da Manha - Sexta - - Tv Entrevista -

Já con­se­guem acre­di­tar na vi­tó­ria? O que sen­ti­ram ao con­sa­gra­rem-se ven­ce­do­ras do Fes­ti­val da Can­ção? Eli­sa (E): O gru­po to­do fi­cou in­cré­du­lo. Pen­sá­mos que não ía­mos fi­car em pri­mei­ro lu­gar, ape­sar de ter­mos fei­to o nos­so me­lhor. Mas fi­cá­mos mes­mo!

A can­ção aca­bou por reu­nir o se­gun­do lu­gar, quer no te­le­vo­to, quer pe­lo jú­ri. Al­guns fãs es­tão a apon­tar a vi­tó­ria co­mo sen­do in­jus­ta. Co­mo é que es­tão a li­dar com es­sa ques­tão?

Mar­ta Car­va­lho (MC): Não é por es­tar­mos em se­gun­do lu­gar tan­to no jú­ri co­mo no pú­bli­co que é in­jus­to. Na re­a­li­da­de, o pri­mei­ro lu­gar do jú­ri e do pú­bli­co são opos­tos. Man­ti­ve­mo-nos sem­pre no pó­dio, al­go que ou­tras canções não con­se­gui­ram. É jus­to. A ma­te­má­ti­ca não men­te, é uma vi­tó­ria por in­tei­ro.

Co­mo sur­giu a opor­tu­ni­da­de de atu­a­rem la­do a la­do em pal­co?

MC: Sur­giu nu­ma reu­nião de equi­pa em que con­ver­sá­mos so­bre a atu­a­ção da se­mi­fi­nal e de­ba­te­mos idei­as pa­ra ino­var e foi o que acon­te­ceu. A mú­si­ca fa­la so­bre as du­as e te­mos uma ami­za­de tão bo­ni­ta... Achá­mos to­dos que fa­zia sen­ti­do es­tar­mos as du­as em pal­co.

Já pen­sa­ram co­mo vão pro­mo­ver a can­ção en­tre os fãs da Eurovisão?

E: Acho um pou­co com­pli­ca­do pro­mo­ver a can­ção, por­que ca­da país sa­be sem­pre me­lhor a sua mú­si­ca. Não sei mui­to bem co­mo po­de­mos pro­mo­ver a can­ção com a co­mu­ni­da­de da Eurovisão. Acho que os fãs é que vêm ter sem­pre às canções.

O que é que já têm pla­ne­a­do pa­ra a atu­a­ção em Ro­ter­dão? Vão man­ter o for­ma­to de apre­sen­ta­ção do Fes­ti­val? MC: Va­mos es­tar em con­ver­sa­ções com a nos­sa equi­pa e a equi­pa da RTP. São de­ci­sões que ain­da não to­má­mos. O prin­ci­pal é que a in­te­gri­da­de, in­ti­mis­mo e im­pac­to da mú­si­ca se man­te­nham sem­pre. Ob­vi­a­men­te sem­pre a me­lho­rar. Qu­e­re

mos mui­to hon­rar Por­tu­gal.

Ex­pec­ta­ti­vas pa­ra a Eurovisão?

MC: É mui­to es­pe­ci­al ser a pri­mei­ra vez pa­ra as du­as es­tar­mos a par­ti­ci­par. Não sei se so­mos as mais no­vas de sem­pre a re­pre­sen­tar Por­tu­gal. Is­to acon­te­ceu nes­ta fa­se das nos­sas vi­das, que nos pos­si­bi­li­ta mos­trar que es­ta no­va ge­ra­ção de can­to­ras e com­po­si­to­ras por­tu­gue­sas tem mui­to pa­ra dar.

Qual é a vos­sa re­la­ção com o Fes­ti­val e, con­se­quen­te­men­te, com a Eurovisão? E: Vía­mos des­de cri­an­ças e vi­brá­va­mos. Tem um lu­gar es­pe­ci­al no nos­so co­ra­ção.

“NÃO SEI CO­MO PO­DE­MOS PRO­MO­VER A CAN­ÇÃO. ACHO QUE OS FÃS DA EUROVISÃO VÊM

TER ÀS CANÇÕES”, DIZ ELI­SA

PE­DRO PINA

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