SOBRE O ARTISTA

Folha 8 - - CULTURA -

Ál­va­ro Ma­ci­ei­ra é jor­na­lis­ta, es­cri­tor, artista plás­ti­co e con­sul­tor cul­tu­ral. Nas­ceu a 13 de Maio de 1958, na vi­la de San­za-pom­bo, Mu­ni­cí­pio do Pom­bo, na Pro­vín­cia do Uí­ge, Nor­te de Angola. Co­mo jor­na­lis­ta, foi Edi­tor de Cul­tu­ra na ANGOP-Agên­cia Angola Press, on­de co­me­çou em 1983, no Jor­nal de Angola e no se­ma­ná­rio “Cor­reio da Se­ma­na”. Co­la­bo­rou para a Rá­dio Na­ci­o­nal de Angola, Tpa-te­le­vi­são Pú­bli­ca de Angola e Tri­bu­na Cul­tu­ral da Bbc-lon­dres, em Lín­gua Portuguesa, a par­tir de Lu­an­da. Foi con­sul­tor do Mi­nis­té­rio da Cul­tu­ra, Che­fi­ou o De­par­ta­men­to de Im­pren­sa do Mi­nis­té­rio da Co­mu­ni­ca­ção e So­ci­al e foi As­ses­sor de Im­pren­sa e Por­ta-voz do Ga­bi­ne­te do Pri­mei­ro-mi­nis­tro de Angola, de 1995 a 1996. É Pre­si­den­te da Me­sa da As­sem­bleia-ge­ral da As­so­ci­a­ção dos Ami­gos e Na­tu­rais de San­za-pom­bo, sua ter­ra na­tal. É mem­bro da Uea-união dos Es­cri­to­res An­go­la­nos, on­de é ac­tu­al­men­te Pre­si­den­te do Con­se­lho Fis- cal. Pu­bli­cou três li­vros: “Cas­tro So­ro­me­nho: Cin­co De­poi­men­tos”, 1988, Co­lec­ção La­vra & Ofi­ci­na, “Can­tos de Amor”, 1992, e “Sé­cu­los de Amor”, 2005, Po­e­sia, pe­la Edi­to­ri­al Ki­lom­be­lom­be. É tam­bém mem­bro da UNAP- União Na­ci­o­nal dos Ar­tis­tas Plás­ti­cos. É au­tor do li­vro (no pre­lo) “Uan­ga- Angola” – Sub­sí­di­os para uma bi­o­gra­fia do Es­cri­tor Ós­car Ri­bas. Foi um dos fun­da­do­res da Ajc-as­so­ci­a­ção dos Jor­na­lis­tas Cul­tu­rais de Angola, ten­do si­do o seu pri­mei­ro Pre­si­den­te da Co­mis­são Di­rec­ti­va. É mem­bro ho­no­rá­rio da Aje­co-as­so­ci­a­ção dos Jor­na­lis­tas Eco­nó­mi­cos de Angola. Foi con­sul­tor na se­de da Cplp-co­mu­ni­da­de dos Paí­ses de Lín­gua Portuguesa, em Lis­boa. De­sem­pe­nhou as fun­ções de As­ses­sor de Im­pren­sa do Gru­po eco­nó­mi­co In­ter­co­mer­ci­al Mo­a­gens, em Lu­an­da. É da sua au­to­ria a ideia da cri­a­ção do Pré­mio Ki­an­da de Jor­na­lis­mo Eco­nó­mi­co. Foi con­sul­tor do Vi­ce-mi­nis­tro da Cul­tu­ra para o Pa­tri­mó­nio e In­ves­ti­ga­ção Ci­en­tí­fi­ca, o an­tro­pó­lo­go Vir­gí­lio Co­e­lho. De­pois de ter fei­to uma bri­lhan­te car­rei­ra no jor­na­lis­mo an­go­la­no li­ga­do às ar­tes e à cul­tu­ra, re­ve­lou a sua fa­ce­ta de artista plás­ti­co em 1998, quan­do con­ta­va 40 anos de ida­de, fac­to que sur­pre­en­deu os co­lec­ci­o­na­do­res de ar­te e ser­viu de in­cen­ti­vo à ju­ven­tu­de an­go­la­na. O Se­gun­do Pré­mio de Pin­tu­ra En­sar­te do ano 2000 fez sair o artista do ano­ni­ma­to. Em 2002, con­quis­tou o Pri­mei­ro Pré­mio de Pin­tu­ra En­sar­te, o mai­or ga­lar­dão das ar­tes plás­ti­cas pro­mo­vi­do pe­la ENSA - Em­pre­sa de Se­gu­ros de Angola. Ain­da no ano 2002, re­ce­beu o pré­mio “Me­lhor Pin­tor do Ano” pe­la Re­vis­ta Tro­pi­cal (que te­ve vi­da efé­me­ra) e pe­la Te­le­vi­são Pú­bli­ca de Angola. As su­as obras pic­tó­ri­cas es­ti­ve­ram em ci­da­des tão di­ver­sas co­mo Pa­ris, Washing­ton, Mos­co­vo, Ber­lim, Bo­na, Bre­men,cuxha­ven, Han­no­ver e Abu­ja, en­tre ou­tras. Em ca­tor­ze anos de ac­ti­vi­da­de pic­tó­ri­ca, fez 30 ex­po­si­ções in­di­vi­du­ais e par­ti­ci­pou em mais de qua­ren­ta co­lec­ti­vas. Faz par­te de co­lec­ções par­ti­cu­la­res em Angola, co­mo é o caso da “Co­lec­ção Emí­dio Pi­nhei­ro”. Tem es­pe­ci­al­men­te em de­pen­dên­ci­as do Bpc-ban­co de Pou­pan­ça e Cré­di­to, e no edi­fí­cio-se­de da So­nan­gol, em Lu­an­da, na se­de do BFA- Ban­co de Fo­men­to Angola e do Ban­co Mil­le­nium. Tem uma te­la de gran­de di­men­são na se­de da Ode­bre­cht-angola , no edi­fí­cio Ca­bin­da, em Ta­la­to­na. Pin­tou igual­men­te a Pa­lan­ca da cons­tru­to­ra Ode­bre­cht - Angola , in­cluí­do no pro­jec­to “Pa­lan­ca Pa­ra­de”, em Lu­an­da, a Pa­lan­ca do Mi­nis­té­rio da Ad­mi­nis­tra­ção do Ter­ri­tó­rio da Re­pú­bli­ca de Angola e da em­pre­sa TENSAI. Du­ran­te mais de vinte anos, de­di­cou-se à in­ves­ti­ga­ção dos vá­ri­os as­pec­tos da vi­da cul­tu­ral an­go­la­na, per­cor­ren­do o país e to­man­do con­tac­to com a re­a­li­da­de na­ci­o­nal, con­so­li­dan­do os co­nhe­ci­men­tos que lhe vêm da sua vi­vên­cia ru­ral e do pri­vi­lé­gio de ter vi­a­ja­do des­de mui­to jo­vem pe­las inú­me­ras re­giões de Angola. A ex­po­si­ção “Angola Ma­kon­zu” fi­ca­rá pa­ten­te ao público até ao dia 28 de Se­tem­bro.

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