OURO DO LOUVREOUVRE PA­RA AN­GO­LA

Jornal Cultura - - PRIMEIRA PÁGINA -

A artista ben­gue­len­se Zé­li­aé­lia Fer­rei­raF foi dis­tin-dis­tin­gui­da­gui­da com o Pré­mi­oé­mio de OOu­ro, da 21.ª Art Shop­ping, no cé­le­bre CarCar­rou­se­lar­rou­sel du Lou­vre, pe­lo seu tra­ba­lho “Sor­ri­sos”.

Aar­tis­ta plás­ti­ca Zélia Reis Fer­rei­ra foi dis­tin­gui­da dia 23 de Outubro, em Pa­ris, com o Pré­mio de Ouro, no âm­bi­to da 21.ª edi­ção Art Shop­ping, ex­po­si­ção in­ter­na­ci­o­nal no cé­le­bre Car­rou­sel du Lou­vre, pe­lo seu tra­ba­lho “Sor­ri­sos”.

Zélia Ma­ria do Car­mo Reis Fer­rei­ra nas­ceu na ci­da­de das Acá­ci­as Ru­bras, pro­vín­cia de Ben­gue­la, e es­tá ra­di­ca­da em Vi­la­mou­ra, no Al­gar­ve, on­de tem o seu ate­li­er. Pin­to­ra e artista plás­ti­ca, é Di­plo­ma­da do Ins­ti­tu­to Di­de­rot de Be­las Ar­tes em Bruxelas, Bél­gi­ca, (Antiga Es­co­la do Sa­blon, no “Vi­eux Sa­blon de Bru­xel­les”) em Pin­tu­ra de Aqua­re­las, Car­vão, Trom­pe L’oeil, Fal­so Már­mo­re, Ar­qui­tec­tu­ra e De­co­ra­ção de In­te­ri­o­res.

O re­a­li­za­dor N’gu­xi dos San­tos, que se des­lo­cou a Pa­ris pa­ra uma re­por­ta­gem so­bre a artista plás­ti­ca, foi tam­bém ho­me­na­ge­a­do com uma me­da­lha de ouro pe­lo seu tra­ba­lho em prol de An­go­la.

Nas­ci­do a 22 de Janeiro de 1960, no Nze­to, pro­vín­cia do Zai­re, Nguxi dos San­tos foi re­pór­ter de guer­ra na Te­le­vi­são Pú­bli­ca de An­go­la (TPA), na dé­ca­da de 80. Nguxi dos San­tos e Jo­sé Ro­dri­gues ven­ce­ram, em 2015, na ca­te­go­ria de ci­ne­ma e au­di­o­vi­su­al, o Pré­mio Na­ci­o­nal de Cultura e Ar­tes com o do­cu­men­tá­rio “Lan­gi­di­la”, uma obra di­nâ­mi­ca que, num cres­cen­te es­ta­do de emoção, cul­mi­na com uma sen­sa­ção de que al­go mu­dou em nos: um mis­to de or­gu­lho pá­trio com uma mais sen­ti­da identidade na­ci­o­nal.

A Ar­te Shop­ping co­me­mo­rou es­te ano a 21.ª edi­ção do en­con­tro in­ter­na­ci­o­nal de ar­te con­tem­po­râ­nea no Car­rou­sel du Lou­vre.

A Art Shop­ping reu­niu cer­ca de 700 ar­tis­tas e ga­le­ri­as dos qua­tro can­tos do mundo. Es­ta 21.ª edi­ção é si­nó­ni­mo de mais de 10 anos de ex­po­si­ções. Mais uma vez, o pro­gra­ma a ir­ma o seu DNA: Aces­si­bi­li­da­de pa­ra do­mi­nar uma obra de ar­te e tal­vez ad­qui­ri­la. ART Shop­ping re­no­vou o seu amor pe­la fo­to­gra ia e ar­te de rua que lá es­ti­ve­ram em dois es­pa­ços. Pin­tu­ra, es­cul­tu­ra, ar­te digital, fo­to­gra ia e ar­te de rua foram to­das as dis­ci­pli­nas do pro­gra­ma des­ta edi­ção de 2017.

O CARROSSEL DO LOU­VRE

O Carrossel do Lou­vre tem es­se no­me por conta da Pra­ça do Carrossel si­tu­a­da na fren­te da pi­râ­mi­de prin­ci­pal. Uma vis­ta aé­rea per­mi­te ver a base da pi­râ­mi­de in­ver­ti­da so­bre a pra­ça. O seu cu­me é vi­sí­vel de den­tro da ga­le­ria.

A cons­tru­ção do Carrossel do Lou­vre foi pen­sa­da co­mo uma ex­ten­são da en­tra­da em um pro­jec­to ini­ci­a­do no iní­cio dos anos 90. Foi inaugurado em 1993 e é hoje um cen­tro co­mer­ci­al apre­ci­a­do do cen­tro de Pa­ris. As obras do Carrossel per­mi­ti­ram a des­co­ber­ta dos an­ti­gos fos­sos de Pa­ris. De­ci­diu-se que as ruí­nas me­di­e­vais de­ve­ri­am ser pre­ser­va­das em sua si­tu­a­ção ini­ci­al. São ac­tu­al­men­te vi­sí­veis na ga­le­ria do Carrossel, sen­do parte in­te­gran­te des­te com­ple­xo. Es­cul­tu­ras foram acres­cen­ta­das ao con­jun­to. O carrossel do Lou­vre tem um papel mais que prá­ti­co pa­ra o mu­seu, pois pro­te­ge os ves­tí­gi­os de seu pas­sa­do com uma zo­na ar­que­o­ló­gi­ca.

A for­ça de uma mãe

Zélia Fer­rei­ra jun­to a uma das su­as obras

A tra­ves­sia

Zélia Fer­rei­ra e Nguxi dos San­tos

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