POEMA DE ROSSANA MIRANDA

LIGEIRO

Jornal Cultura - - Editorial -

OUVE-SE DAQUI O LIGEIRO RESSONAR DAS ONDAS QUE SE FAZEM NO MUSSULO.

DAS ESPERTEZAS E PARÓDIAS AMANHECIDAS NUM FORNO TAL QUAL A NUVEM QUE O DETÉM ALI.

PERCEBE-SE DE LONGE O VAI E VEM DE PALAVRAS LIGEIRAS QUE AO REDOR DO REDUTO MAIS LACÓNICO TRANSFORMAM-SE EM METAFÓRAS EMBUÇADAS.

A MEMÓRIA É A CHAVE QUE ABRE A AREIA, OS BARCOS E OS SERES QUE DENTRO DO SEU CANTAROLAR LIGEIRO COMPLEMENTAM A FRASE DO PESCADOR QUE O DESCREVE.

O ASSOBIO DA NOITE CHEGA BREVE, ENALTECENDO ODORES, BALANCEANDO FESTAS COM A HEGEMONIA DE SENTIMENTO QUE SE FAZEM LIGEIROS NUMA PARTICULA EVANESCENTE PELO SEU PODER.

O OUTRO LADO É CONOTADO POR SI SÓ POR SER A AURÉOLA DA BRISA QUE INSISTE EM BATER DE FRENTE COM A VIDA SINGELA E FIGURADA COMO A ESCRITA DO POETA QUE ESPERA EM CADA LADO, O SABOR DA BOÉMIA DA ILHA DESPIDA PELA IRA DOS LÁBIOS DENOTADOS.

Rossana Pau­la de Al­mei­da Miranda nas­ceu em Lu­an­da no dia 5 de Ou­tu­bro de 1979. Co­me­çou a tra­ba­lhar aos 17 anos, na Lu­an­da An­te­na Co­mer­ci­al de­pois de ter ter­mi­na­do o Cur­so Mé­dio de Jor­na­lis­mo em No­vem­bro de 1996. Pas­sou pela Rá­dio Ec­clé­sia e te­ve a pri­mei­ra ex­pe­ri­ên­cia como pro is­si­o­nal de TV (em­bo­ra en­tre 1990 e 1991 te­nha par­ti­ci­pa­do no es­pa­ço cor­res­pon­dên­cia do Pro­gra­ma Car­ros­sel da TPA), no es­pa­ço Di­cas Rá­pi­das do pro­gra­ma Na­ção Co­ra­gem da Ori­on trans­mi­ti­do na TPA. De­pois tor­nou-se apre­sen­ta­do­ra do pro­gra­ma Jo­ve­ma­nia, cor­ria o ano de 2001. Pu­bli­cou vá­ri­os tex­tos na pá­gi­na de Cul­tu­ra do Jor­nal de An­go­la na mes­ma épo­ca. For­ma­da em Re­la­ções In­ter­na­ci­o­nais pela Uni­ver­si­da­de Lu­sía­da de An­go­la em 2005, é ca­sa­da há 14 anos, tem dois ilhos, es­tá li­ga­da ao Jor­na­lis­mo te­le­vi­si­vo des­de 2008 e é ges­to­ra de co­mu­ni­ca­ção (ins­ti­tu­ci­o­nal) des­de 2004.

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