Mi­li­tan­tes da FNLA ac­tu­a­li­zam da­dos

Jornal de Angola - - POLÍTICA - RO­DRI­GUES CAMBALA | ED­NA DALA | JO­SÉ RUFINO | Lu­e­na

O pre­si­den­te da Fren­te Na­ci­o­nal de Li­ber­ta­ção de An­go­la (FNLA), Lucas Ngon­da, ape­lou on­tem, em Lu­an­da, a to­dos os an­go­la­nos e aos mi­li­tan­tes do par­ti­do, em par­ti­cu­lar, pa­ra ac­tu­a­li­za­rem os seus da­dos nos pos­tos de registo elei­to­ral pa­ra po­de­rem par­ti­ci­par nas pró­xi­mas elei­ções.

Lucas Ngon­da, que fa­la­va à im­pren­sa, de­pois de ca­das­trar as in­for­ma­ções pes­so­ais, dis­se que o vo­to é um fe­nó­me­no que se en­qua­dra na con­so­li­da­ção da de­mo­cra­cia do país e um di­rei­to de ci­da­da­nia.

Acom­pa­nha­do por uma co­mi­ti­va de mais de uma de­ze­na de mem­bros do par­ti­do, o po­lí­ti­co afir­mou que a de­mo­cra­cia em Áfri­ca é um fe­nó­me­no re­cen­te e, pa­ra a sua con­so­li­da­ção, to­dos os ci­da­dãos pre­ci­sam de par­ti­ci­par nas pró­xi­mas elei­ções.

“Pre­ci­sa­mos que os di­rei­tos se­jam con­so­li­da­dos. O registo elei­to­ral é uma par­te do pro­ces­so das elei­ções que te­re­mos em 2017. A de­mo­cra­cia par­ti­ci­pa­ti­va faz-se vo­tan­do e as de­ci­sões de­mo­crá­ti­cas so­men­te são vá­li­das qu­an­do têm a par­ti­ci­pa­ção da mai­o­ria”, sa­li­en­tou o lí­der da FNLA. Lucas Ngon­da ape­lou em par­ti­cu­lar aos an­ti­gos com­ba­ten­tes pa­ra se di­ri­gi­rem aos pos­tos de registo elei­to­ral. “Eles lu­ta­ram, não pu­de­ram edu­car os fi­lhos. Li­ber­ta­ram o país e não têm uma pen­são con­dig­na. Eles de­vem par­ti­ci­par nas elei­ções pa­ra que as de­ci­sões se­jam tam­bém a seu fa­vor”, fri­sou.

So­bre a par­ti­ci­pa­ção nas elei­ções do pró­xi­mo ano, o po­lí­ti­co dis­se que a FNLA é um ve­lho par­ti­do, os di­ri­gen­tes, mi­li­tan­tes e o po­vo de An­go­la sa­bem que es­te par­ti­do con­tri­buiu pa­ra a li­ber­ta­ção do país. “A FNLA, des­de 1954, gri­tou pe­la de­mo­cra­cia em An­go­la. Mui­tos fa­la­ram do mar­xis­mo, ou­tros de ma­ois­mo, mas aca­ba­mos por cair no pro­jec­to da FNLA que é a im­plan­ta­ção da de­mo­cra­cia em An­go­la”, su­bli­nhou.

Em re­la­ção aos re­sul­ta­dos que pre­vê al­can­çar nas pró­xi­mas elei­ções, Lucas Ngon­da as­se­gu­ra que es­tá em­pe­nha­do com os seus mem­bros pa­ra con­se­guir um re­sul­ta­do mais con­for­tá­vel. “A ideia é ape­lar ao po­vo, mi­li­tan­tes, in­te­lec­tu­ais e di­ri­gen­tes que o par­ti­do FNLA é his­tó­ri­co e tem um lu­gar na vi­da po­lí­ti­ca na­ci­o­nal.”

Ao su­bli­nhar que em to­das as elei­ções de­mo­crá­ti­cas há sem­pre ten­ta­ti­vas de frau­de, o lí­der da FNLA afir­mou que se de­ve dei­xar pa­ra trás as des­con­fi­an­ças e as ar­mas pa­ra a pre­ser­va­ção da paz so­ci­al, po­lí­ti­ca e eco­nó­mi­ca.

O po­lí­ti­co ava­li­ou o pro­ces­so de mo­bi­li­za­ção e de ac­tu­a­li­za­ção do registo elei­to­ral co­mo po­si­ti­vo em fun­ção da ade­são que se re­gis­ta nos pos­tos de registo ins­ta­la­dos em vá­ri­os pon­tos do país. So­bre o cre­den­ci­a­men­to dos fis­cais da FNLA, Lucas Ngon­da ex­pli­cou que ain­da não es­tão pre­sen­tes em to­dos os pos­tos por al­guns ain­da apre­sen­ta­rem pro­ces­sos in­com­ple­tos.

Ape­lo de lí­der re­li­gi­o­so

O vi­ce-pre­si­den­te da União das Igre­jas do Es­pí­ri­to San­to em An­go­la (UIESA), após­to­lo Victor Da­vid Se­gun­da, exor­tou, on­tem, aos fiéis da­que­la de­no­mi­na­ção pa­ra ac­tu­a­li­za­rem os seus da­dos elei­to­rais e fa­ze­rem pro­va de vi­da de mo­do a cum­pri­rem com os seus de­ve­res cí­vi­cos co­mo ci­da­dãos.

O após­to­lo, que fa­la­va no se­mi­ná­rio avan­ça­do de lí­de­res da de­no­mi­na­ção, de­fen­deu que a igre­ja tem o de­ver de apoi­ar o Go­ver­no pa­ra uma na­ção ca­da vez mais for­te e co­e­sa. Victor Da­vid Se­gun­da re­al­çou que a igre­ja é o gran­de par­cei­ro do Es­ta­do em par­ti­cu­lar no res­ga­te dos va­lo­res mo­rais.

Ao in­ter­vir na aber­tu­ra do se­mi­ná­rio, que reu­niu lí­de­res de vá­ri­as de­no­mi­na­ções cris­tãs, o vi­ce-pre­si­den­te re­cor­dou aos fiéis que, além de cris­tãos, os mem­bros são ci­da­dãos com di­rei­tos e de­ve­res. O após­to­lo de­fen­deu a união en­tre as igre­jas de mo­do a con­tri­buí­rem pa­ra um de­sen­vol­vi­men­to sus­ten­tá­vel do país. Lem­brou que, nos mo­men­tos mais di­fí­ceis a UIESA sem­pre apoi­ou o Go­ver­no.

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